Modernização, investimento e alianças na defesa
“Estamos a investir a pensar na paz e não na guerra. O mundo está mais perigoso. Por isso, as forças armadas para que possam cumprir missões dentro e fora de fronteiras (...) precisam que modernizemos equipamentos, façamos investimento que está a ser realizado na defesa e que está a ter impacto direto na economia nacional”, defende Nuno Melo, ministro da Defesa.
“Portugal é parte de alianças e tem de cumprir a sua parte, e as alianças também. Fico contente que hoje em dia o número de jovens portugueses que procuram as forças armadas seja superior daqueles que deixam as forças armadas”, assinala Paulo Portas, ex-ministro Estado, Negócios Estrangeiros e Defesa Nacional.
“Portugal é um país europeu, tem aliados europeus no âmbito da NATO, faz parte da União Europeia e da Agência Espacial Europeia. As tropas portuguesas colaboram muito com os militares dos outros países da NATO e estamos perfeitamente integrados, quer em termos operacionais e industriais”, acrescenta Ricardo Pinheiro Alves, presidente IDD Portugal Defense.
Indústria nacional de defesa em Portugal: capacidade e projeção internacional
“Portugal pode desempenhar tudo aquilo que for capaz e quiser. Este é o momento para a indústria nacional de defesa, que hoje está claramente muito acima do que estava há 10, 15 ou 20 anos”, diz Miguel Braga, diretor Área Aeronáutica e Defesa do CEIIA.
“Temos ótimos exemplos de empresas portuguesas [na área da defesa] que têm unidades de produção pela Europa e, por isso, temos cada vez mais a ganhar relevância”, considera António Baptista, diretor-geral Armamento e Património Defesa Nacional.
“O desafio que temos tem a ver com a nossa capacidade de escalar e evoluir o produto neste contexto de defesa. Temos de acompanhar o nível de exigência. Esta área no sector da defesa e da indústria tem vindo a crescer nas exportações”, partilha Pedro Petiz, diretor Desenvolvimento Estratégico Tekever.
Inovação, materiais e cadeias internacionais
“Este sector têxtil tem necessidade absoluta de continuar neste caminho de incorporar mais conhecimento nos seus produtos e posicionar-se nas cadeias internacionais na área desses produtos”, afirma António Braz Costa, diretor-geral CITEVE e presidente CENTI.
“O impacto dos materiais compósitos tem diferentes dimensões. Na perspetiva da mobilidade, conseguimos reduzir o peso dos sistemas de transporte como comboios ou autocarros. Por outro lado, na proteção balística, conseguimos desenvolver materiais de muito baixo peso para o mesmo nível de proteção balística”, aponta Fernando Cunha, CEO Beyond Composite.
Famalicão como ecossistema económico e industrial
“Famalicão funciona como ecossistema económico onde vários atores interagem uns com os outros, desde os centros tecnológicos muito relevantes que temos aqui (...) a escolas profissionais de nova geração. Temos praticamente tudo em termos de indústria e isto é importante”, garante Mário Passos, presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão.
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