Num painel dedicado ao valor das redes de colaboração, a vereadora da Câmara Municipal de Lisboa, Maria Luísa Aldim, revelou uma nova medida integrada na estratégia municipal para apoiar pessoas em situação de sem-abrigo, durante a sessão final do Colóquio "Coesão Social e Estratégias Locais de Segurança".
Plataforma eletrónica para sinalizar pessoas em situação de sem-abrigo
A novidade passa pela criação de uma "plataforma eletrónica" que vai permitir que todas as "entidades a trabalhar no terreno" possam consultar informação e sinalizar ocorrências relacionadas com estas situações.
De acordo com Maria Luísa Aldim, a intenção desta centralização é "encontrar mais rapidamente uma resposta diferenciada e adaptada a cada situação". Sobre o calendário, a autarca assegurou: "Será lançado muito em breve".
Prevenção e respostas antes da primeira noite na rua
Apesar do avanço tecnológico anunciado, a vereadora com o pelouro das pessoas em situação de sem-abrigo sublinhou que a "prevenção" continua a ser determinante para detetar casos "antes sequer da primeira noite na rua".
Nesse enquadramento, defendeu que o tema exige discussão alargada: "Há um debate que deve ser feito a nível nacional para perceber que caminhos e respostas a nível da prevenção devem ser criadas", apontando também a necessidade de envolvimento do Governo central.
Saúde mental e dificuldades na aceitação de ajuda
No mesmo painel, o Provedor da Santa Casa da Misericórdia, Paulo de Sousa, considerou que a prevenção deve assentar numa "grande aposta na saúde mental". Embora partilhe esta perspetiva, Maria Luísa Aldim lembrou que, do ponto de vista da autarquia, nem sempre é simples levar as pessoas a aceitar apoio, mesmo quando as "respostas sociais" estão disponíveis.
Policiamento comunitário em Lisboa e trabalho em rede
Além da realidade das pessoas em situação de sem-abrigo, foi igualmente destacada a relevância do "policiamento comunitário em Lisboa". A Comissária da Polícia Municipal de Lisboa, Andreia Gonçalves, descreveu o "modelo preventivo" associado a este tipo de atuação, que "envolve a comunidade e os parceiros sociais".
Segundo a responsável, "A estrutura basilar deste modelo é igual, mas depois adapta-se à realidade de cada território". O trabalho desenvolvido mereceu elogios do presidente da Junta de Freguesia de São Vicente, André Biveti, também presente no painel.
Na mesma linha, Maria Luísa Aldim voltou a salientar o papel do trabalho em rede, quer na intervenção junto de pessoas em situação de sem-abrigo, quer noutras áreas, como forma de garantir "maior eficácia" e "evitar duplicação de respostas".
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