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Estados Unidos lançam "Projeto Liberdade" no Estreito de Ormuz com mais de 100 aeronaves e 15 mil militares

Porta-aviões acompanhado por dois navios militares e um petroleiro em mar aberto, com montanhas ao fundo.

Projeto Liberdade dos Estados Unidos no Estreito de Ormuz

A operação planeada pelos Estados Unidos para desbloquear a passagem de navios retidos no Estreito de Ormuz, na sequência do bloqueio imposto pelo Irão, vai envolver mais de 100 aeronaves, contratorpedeiros, drones e 15 mil militares.

De acordo com uma publicação de Donald Trump, feita no domingo na rede social de que é proprietário, a Truth Social, a missão - baptizada, segundo o próprio, de "Projeto Liberdade" - começa na segunda-feira, depois de "países de todo o mundo" terem pedido apoio aos EUA para garantirem a travessia segura dos seus navios.

O Presidente norte-americano sustenta que vários dos países com embarcações impedidas de seguir viagem nada têm a ver com o conflito no Irão, razão pela qual Washington enquadra a escolta pelo Estreito de Ormuz como um "gesto humanitário" e, nesse contexto, apela à participação iraniana.

"Informámos esses países que iremos guiar os seus navios em segurança por estas vias navegáveis", escreveu o chefe de Estado, referindo-se a navios de nações "que não estão envolvidos" no confronto em curso com o Irão.

O Comando Central do Exército dos Estados Unidos (Centcom), que dirige as operações norte-americanas na região, indicou que a missão contará com "contratorpedeiros com mísseis guiados, mais de 100 aeronaves com base em terra e no mar, plataformas autónomas [drones] de domínio múltiplo e 15 mil militares".

"O nosso apoio a esta missão defensiva é essencial para a segurança regional e a economia global, ao mesmo tempo que mantemos o bloqueio naval", declarou o comandante do Centcom, Brad Cooper.

Importância do Estreito de Ormuz para o comércio mundial

O Centcom sublinhou ainda que o Estreito de Ormuz funciona como um corredor comercial crítico, por onde circula um quinto do comércio mundial de petróleo por via marítima, bem como "volumes significativos" de combustível e fertilizantes.

Irão avisa

Entretanto, Teerão advertiu que qualquer "interferência americana" no Estreito de Ormuz será interpretada como uma violação do cessar-fogo, segundo um alto responsável iraniano.

"Qualquer interferência americana no novo regime marítimo do Estreito de Ormuz será considerada uma violação do cessar-fogo", afirmou Ebrahim Azizi, presidente da comissão de segurança nacional do parlamento, numa publicação na rede social X.

Nas últimas horas - e ainda antes destas tomadas de posição públicas - "registaram-se já alguns incidentes em Ormuz". No domingo, a agência britânica de Operações Marítimas Comerciais (UKMTO), que acompanha a segurança de navios e tripulações a nível global, reportou "um ataque contra um petroleiro no estreito de Ormuz, o segundo em menos de 24 horas.".

O petroleiro, cuja bandeira não foi identificada, terá sido atingido às 20:40 de domingo (hora de Lisboa) "por um projétil desconhecido", sem feridos na tripulação e sem consequências ambientais.

Segundo a UKMTO, o caso ocorreu a 78 milhas náuticas (cerca de 144 quilómetros) a norte de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos. A agência pediu às embarcações que navegam na zona para reforçarem as medidas de precaução e para comunicarem qualquer actividade suspeita.

Ainda no mesmo dia, horas antes, às 12h30 (hora de Lisboa), a UKMTO tinha informado que várias embarcações de pequeno porte atacaram um graneleiro que seguia ao largo da costa da cidade de Sirik, no sudoeste do Irão, com destino ao norte do Estreito de Ormuz.

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