Luzzi no Andaz Lisbon: um novo ponto de paragem sobre a Baixa
Lisboa ganhou uma nova referência à mesa: o Luzzi. Instalado num piso elevado, por cima do pulsar da Baixa, o restaurante apresenta-se como um abrigo cosmopolita onde o imaginário dos navegadores é relido com ousadia. O resultado é uma experiência sensorial contemporânea: cada prato afirma uma identidade multicultural e cada cocktail presta tributo às especiarias que, em tempos, mudaram o mundo.
O Luzzi integra o recém-inaugurado resort urbano Andaz Lisbon, um projecto com alma alfacinha que convida a percorrer a história e a cultura vibrante da cidade.
Apesar de estar a poucos passos do burburinho e das ruas históricas, mantém uma sensação de resguardo - e é precisamente aí que se afirma como o mais recente refúgio lisboeta para exploradores urbanos. A cozinha portuguesa procura o ponto de equilíbrio entre memória e inovação, propondo uma “volta ao mundo” servida à mesa, para quem quer provar o encontro entre o mar português e os horizontes longínquos que ajudaram a desenhar a nossa cultura.
Ementa do Luzzi: uma expedição de sabores do Brasil a Macau
A direcção criativa está nas mãos do chef brasileiro Bruno Alves, que desenhou a ementa como uma rota que parte do Brasil e chega a Macau, com escalas por Moçambique e Goa.
O arranque faz-se com a “Picanha fumada” (€15), mas numa leitura mais irreverente: chega como mini-hambúrguer que troca o pão clássico por duas metades de pão de queijo, recheado com rosbife de picanha fumado e um alioli de ervas.
Depois, a viagem aponta a África com o “Atum de Cabo Verde”, servido em tártaro sobre creme de milho, dentro de uma tartelete estaladiça. A etapa seguinte aproxima-se do Oriente com os “Bolinhos recheados de ‘Frango Cafreal’” (€10), que seduzem pela massa crocante e pela manteiga clarificada.
Para quem quer completar o percurso, há ainda os bolinhos de fusão - de camarão com alho-francês e caldo de tucupi” (€14). O “tucupi” é um caldo de mandioca brava, amarelo e aromático, indispensável na culinária amazónica. A alternativa vegetariana dos bolinhos é preparada com espinafres, tofu e alho (€10).
O lado marítimo da exploração chega ao pico com o “Peixe do dia em folha de bananeira” - neste caso, um robalo assado no forno - temperado com um delicado molho de manteiga branca com vinho verde. Soma-se ainda a combinação “Vieira, sapateira e gnocchi de batata-doce, ragú de conchas de batata-doce” (€30).
Nas sobremesas, continuam a notar-se ecos das expedições portuguesas, através de interpretações do “Bebinca”, doce conventual de Goa, com gelado de coco queimado e redução de vinho do Porto (€11), ou do “Quindim” brasileiro, servido com sorvete de maracujá (€10). A carta de vinhos também faz um percurso pelo país e pelo mundo, tal como a selecção de cocktails - entre eles, o “Fu-Fu”, com cachaça de jambu (planta amazónica), morango e milho.
Ambiente e ritmo nocturno
Música e cozinha em uníssono
Com projecto de interiores do Studio Urquiola, o Luzzi, em Lisboa, comunica energia através de jogos cromáticos em terracota, azul atlântico e amarelo solar, e de materiais portugueses como a cortiça e o azulejo. “Não é minimalista, é uma harmonia onde cada espaço tem algo a contar”, afirma Margarida Fidalgo, responsável pelo marketing. As noites ganham vida com animação, geralmente com uma ligação à capital.
A funcionar de terça-feira a sábado, ao jantar, o restaurante dá às noites da semana um tom cosmopolita e descontraído. Às quartas-feiras, o palco acolhe o O Recreio, com concertos intimistas ao estilo de secretária; às quintas-feiras, transforma-se em A Sala de Estar, favorecendo encontros de comunidades criativas e sessões acústicas ao vivo.
Com o fim de semana a aproximar-se, a cadência sobe: à sexta-feira, a Batida de Fundo traz curadoria de R&B e house alternativo e, no sábado, culmina com Sons Étnia, uma fusão intensa de afro-house e ritmos percussivos do mundo.
Z Terrace: Um refúgio sob as estrelas
No Z Terrace, no mesmo piso do restaurante Luzzi (Andaz Lisbon, Rua do Comércio,132, Lisboa. Tel. 210201234), a noite pode tanto começar como terminar. O tecto retráctil, que se abre para o céu alfacinha, destaca-se como um elemento singular entre os terraços de Lisboa.
Junto a cada janela, há uma mesa pensada para dois - e uma delas oferece uma vista privilegiada para o Arco da Rua Augusta. "Mais do que um restaurante, é um destino e um local de encontro.", resume Duarte Nunes, Director-Geral.
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