Balanço da APS sobre a regularização de sinistros
A associação que representa as seguradoras (APS) informou, esta terça-feira, que entre os 205 mil sinistros comunicados, 145 mil “já estão concluídos ou com adiantamentos”.
Segundo a APS, 71% dos 205 mil sinistros reportados encontram-se concluídos. Face a um total de montantes estimados em €1,3 mil milhões, as seguradoras já liquidaram €530 milhões.
Particulares e empresas: estado dos processos
Nos sinistros de particulares - “que representam a larga maioria dos sinistros participados” - cerca de 72% dos processos estão regularizados, incluindo tanto os processos encerrados como os casos em que houve adiantamentos.
A associação explica que uma parte significativa do que ainda está pendente decorre de “fatores externos”, nomeadamente atrasos nas reparações, indisponibilidade de materiais ou a demora na obtenção de orçamentos e de documentação adicional.
No universo empresarial, quase dois terços dos processos (64%) já foram encerrados, o que corresponde a 18.600.
A APS acrescenta que muitos dos processos das empresas que continuam em curso “envolvem perdas operacionais complexas, avaliações técnicas especializadas, reconstruções demoradas ou dependência de múltiplos intervenientes externos”.
As seguradoras avançaram também com adiantamentos a 1300 empresas e, de acordo com a associação, mantêm-se disponíveis para o fazer “sempre que tal se revele necessário e adequado para responder a situações de maior urgência financeira”.
A APS indica ainda que, “só nas últimas duas semanas, foram pagos cerca de €85 milhões, o que corresponde a um ritmo médio de pagamentos na ordem dos seis milhões de euros por dia”, tendo sido regularizados cerca de 20 mil sinistros no mesmo período.
Contexto: impactos das depressões Kristin, Leonardo e Marta
Pelo menos 19 pessoas morreram em Portugal entre o fim de janeiro e o início de março, na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta. Estes fenómenos causaram ainda várias centenas de feridos, bem como desalojados e deslocados, sendo que mais de metade das mortes ocorreu durante trabalhos de recuperação.
Os temporais afetaram o território continental durante cerca de três semanas, com maior incidência nas regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo. O balanço inclui destruição total ou parcial de milhares de habitações, empresas e equipamentos, queda de árvores e estruturas, interrupções de energia, água e comunicações, além de inundações e cheias, com prejuízos superiores a cinco mil milhões de euros.
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