Muitas casas em Portugal (e não só) ainda guardam no armário o conjunto clássico de pratos lisos e brancos. São funcionais, fáceis de manter e combinam com tudo - mas, visualmente, raramente acrescentam algo. Uma nova colecção do retalhista francês Gifi prova que renovar a mesa não tem de custar uma fortuna e que, por vezes, basta um único prato para trazer à memória um almoço à beira-mar.
Porquê ficar sempre pelos pratos brancos? Como a loiça muda a perceção de um prato
No dia a dia, é comum escolhermos o que já está à mão: pratos redondos, brancos, discretos. As séries económicas de lojas de mobiliário ou de supermercados tornaram-se populares porque aguentam bem o uso e encaixam em qualquer estilo. O lado menos bom é que não têm narrativa. A mesa fica impessoal e a comida pode parecer mais banal do que realmente é.
Na restauração, a escolha do prato raramente é aleatória. Chefs profissionais usam formas, cores e materiais para orientar o olhar. Um fundo escuro faz sobressair ingredientes claros; uma borda colorida cria enquadramento; uma textura subtil dá profundidade. O mesmo efeito é possível em casa - só que a maioria das pessoas quase nunca tira partido disso.
"Até um prato principal colorido pode mudar por completo a impressão de um menu, sem que os ingredientes mudem."
Quem recebe amigos com frequência - ou simplesmente gosta de comer com prazer - percebe depressa que o impacto não depende apenas da receita e da técnica. Uma mesa pensada, com loiça coerente, convida a ficar mais tempo, a repetir e a aproveitar o momento.
Colecção Bayadère da Gifi: ambiente de verão em vez de cinzento de lavagem
É precisamente aqui que entra a colecção Bayadère da Gifi. A proposta é para quem quer dar ao lar um toque mais leve e solarengo, sem ultrapassar o orçamento. O fio condutor desta linha passa por riscas gráficas, cores fortes mas não berrantes e formas simples, fáceis de usar.
A colecção não se limita a pratos - abrange vários elementos ligados à mesa:
- Toalhas de mesa e caminhos com padrão às riscas
- Conjuntos de individuais para o ritmo acelerado do quotidiano
- Jarras e pequenos jarros para água, limonada ou vinho
- Copos de ovo e taças mais pequenas para o pequeno-almoço
- Decoração têxtil, como capas de almofada, a repetir o tema cromático
Desta forma, dá para construir um conjunto aos poucos, sem trocar tudo de uma vez. Quem prefere começar devagar pode apostar primeiro nos pratos e, mais tarde, acrescentar outras peças no mesmo estilo.
Ar de férias direto da prateleira
O desenho desta linha faz lembrar casas de férias no sul: riscas que evocam espreguiçadeiras, azuis e tons naturais como os do mar e, a acompanhar, silhuetas robustas e descomplicadas. O resultado é um visual que parece mais caro do que aquilo que o preço sugere.
Há anos que a Gifi se posiciona com artigos de decoração que acompanham tendências rapidamente, mantendo-os acessíveis para um público alargado. A Bayadère segue exatamente essa lógica: um design atual que não assusta na caixa.
A estrela da série: o prato raso de grés azul com toque mediterrânico
No centro dos novos produtos está um prato raso de grés azul. Com 26,7 centímetros de diâmetro, fica dentro do tamanho típico para pratos principais, mas a cor dá-lhe um ar mais sofisticado do que o habitual.
O tom remete para água do mar, piscinas e esplanadas costeiras. Não é um azul néon; é antes um azul mais contido, com alguma vida, que combina facilmente com branco, madeira e materiais naturais.
"O prato não tenta ser a atração principal; apoia o prato - e é isso que o faz parecer tão premium."
A forma mantém-se intencionalmente simples: bordo ligeiramente arredondado, profundidade confortável, sem padrões exagerados. Assim, tanto resulta com massa, peixe, legumes assados como com um clássico panado. A comida não escorrega para a borda, e ainda há espaço para cortar com facilidade.
Grés em vez de porcelana: o que isto muda no quotidiano?
A porcelana é familiar para quase toda a gente; já o grés ainda soa, para alguns, a termo de tendência. Na prática, é um material cerâmico com um aspeto mais rústico, muitas vezes um pouco mais espesso, e que ganha personalidade com pequenas variações, sombras ou irregularidades.
A vantagem está na sensação quente, com aparência "feita à mão", que hoje é muito valorizada na cultura de mesa. E, ao mesmo tempo, já é um material plenamente adequado ao uso diário:
- pode ir à máquina de lavar loiça (sem necessidade de lavar sempre à mão)
- pode ir ao micro-ondas, desde que não existam elementos metálicos
- costuma ser menos sensível a pequenos choques do que porcelana muito fina
A versão aqui descrita da Gifi pode ir tanto à máquina de lavar loiça como ao micro-ondas. Por isso, não serve apenas para jantares de fim de semana: também funciona para almoços rápidos em teletrabalho ou para aquecer sobras.
Pratos de sobremesa a condizer: menor diâmetro, mesma estética
Além do prato principal, existe um prato de sobremesa no mesmo registo. Tem 20,5 centímetros de diâmetro e repete o azul e o desenho minimalista, garantindo um conjunto visualmente harmonioso.
Este prato pequeno não é só para bolos ou doces. Também funciona muito bem para:
- um pão com cobertura ao pequeno-almoço
- uma porção de queijo com uvas ao fim do dia
- uma fatia de quiche ou uma tarte pequena ao almoço
- antipasti, azeitonas ou molhos para receber convidados
Com preços de 1,99 € para o prato grande e 1,49 € para o pequeno, um conjunto completo fica bastante abaixo do custo de muitas séries de design. Para servir seis pessoas, doze pratos (seis grandes e seis pequenos) custam menos de 21 €. Para a sensação de férias que trazem, é um valor surpreendentemente baixo.
Como destacar os pratos Gifi em casa da melhor forma
Quem quiser intensificar de propósito a atmosfera mediterrânica pode juntar aos pratos alguns elementos simples - muitas vezes já existentes em casa - ou fáceis de complementar com pouco dinheiro. Materiais naturais e apontamentos quentes fazem a diferença.
| Elemento | Efeito na mesa |
|---|---|
| Toalha de linho em bege ou branco | suaviza a cor intensa dos pratos e lembra areia de praia |
| Tábua de madeira como travessa | acrescenta calor e evoca bares de tapas |
| Copos com lapidação simples | refletem o azul e criam leveza |
| Ramos de oliveira ou alecrim num copo | acrescentam aroma e aproximam visualmente do sul |
| Guardanapos de tecido em vez de papel | faz a mesa parecer imediatamente mais cuidada |
A própria comida dialoga com a loiça. Saladas com tomate, pepino e feta ganham brilho sobre o azul, tal como peixe com rodelas de limão ou um salteado de legumes coloridos. Pratos claros destacam-se especialmente bem.
Para quem vale a pena mudar para pratos coloridos?
Nem toda a gente quer substituir o armário inteiro. Ainda assim, uma troca direcionada pode compensar. Há sobretudo três perfis que tendem a beneficiar de um conjunto como este modelo da Gifi:
- Casais ou pessoas em início de casa, que se estão a instalar e querem uma mesa acolhedora com pouco dinheiro.
- Famílias, que procuram quebrar a rotina - as crianças reagem muitas vezes bem a pratos coloridos com "ar de férias".
- Cozinheiros amadores, que gostam de fotografar ou de apresentar os pratos e precisam de uma base coerente.
Quem estiver na dúvida pode comprar primeiro dois pratos para testar. Se resultarem no uso real, é fácil aumentar a quantidade aos poucos. Assim, o orçamento fica sob controlo e a antiga série branca vai ficando em segundo plano.
Uso diário e pequenas armadilhas a ter em conta
Mesmo com entusiasmo pelo visual, vale a pena fazer um breve teste de realidade. O grés pode, dependendo do esmalte, mostrar com mais facilidade riscos visíveis de talheres metálicos. Essas marcas acinzentadas costumam atenuar-se com produtos específicos ou com soluções simples, como bicarbonato de sódio, mas é raro conseguir evitar totalmente algum desgaste.
Quem tem armários muito pequenos pode ainda notar que pilhas de pratos mais espessos ocupam mais espaço. Antes de comprar, compensa abrir o armário: cabem realmente seis a oito pratos novos sem ficar tudo preso? Se não, o ideal é manter as peças favoritas à frente e deslocar o que se usa menos para prateleiras superiores ou para o fundo.
Ainda assim, há um ponto a favor face a peças de design mais delicadas: o preço tira o medo. Se um prato partir, é muito mais simples substituí-lo do que trocar uma peça importada e cara, de dois dígitos.
Mais prazer à mesa com mudanças pequenas
Quem come todos os dias acaba por deixar de reparar na própria mesa. E é precisamente por isso que uma loiça nova tem um efeito tão imediato: funciona como um pequeno reinício no quotidiano. De repente, o mesmo prato parece diferente, as conversas prolongam-se e o telemóvel aparece menos vezes entre a faca e o garfo.
O grés colorido - como o modelo azul da Gifi - joga com esse impacto. Aguenta o dia a dia, pode ir à máquina e tem um preço descontraído, mas fica longe do aspeto anónimo de cantina. Para muita gente, isso basta para pôr os velhos pratos brancos em "reforma", pelo menos durante algum tempo.
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