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Luís Montenegro em visita oficial à Alemanha para reforçar diálogo político e relações económicas

Dois homens de negócios a cumprimentarem-se com aperto de mão numa reunião, com bandeiras de Portugal e Alemanha na mesa.

Objectivos da visita oficial de Luís Montenegro à Alemanha

Luís Montenegro, primeiro-ministro português, desloca-se esta terça-feira à Alemanha numa visita oficial destinada a estreitar o diálogo político e a dinamizar as relações económicas entre os dois países, num período considerado decisivo para a União Europeia (UE).

De acordo com uma fonte do gabinete do primeiro-ministro, a viagem visa, sobretudo, intensificar o contacto bilateral "numa altura crítica para a economia europeia e para o futuro da UE", tendo em vista a discussão que decorre sobre o próximo quadro financeiro plurianual.

No âmbito desta deslocação, Portugal e Alemanha deverão aprofundar entendimentos sobre prioridades partilhadas, incluindo a simplificação administrativa, o aumento da competitividade, a diversificação de parceiros comerciais e o avanço na conclusão do mercado interno. Entre os temas em destaque estão também áreas como a energia e a União da Poupança e dos Investimentos.

Encontro com Friedrich Merz e temas europeus

A reunião entre Luís Montenegro e o chanceler Friedrich Merz está marcada para o final da tarde, na Chancelaria, em Berlim. O programa contempla uma receção oficial com guarda de honra, declarações à imprensa e encontros em formato bilateral e alargado, com as delegações dos dois países.

Para lá dos dossiês europeus, as conversas deverão igualmente abordar matérias internacionais, nomeadamente a guerra na Ucrânia e a situação no Médio Oriente, segundo a mesma fonte.

Na comitiva portuguesa seguem o ministro da Economia e Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, e a secretária da Estado dos Assuntos Europeus, Inês Domingos.

Reforço do relacionamento económico e setores estratégicos

Outro vetor central da visita é o "reforço do relacionamento económico entre os dois países", com o Governo português a apontar como áreas estratégicas a energia, as tecnologias digitais e os centros de dados, além de setores industriais como o automóvel, o aeronáutico e o da defesa.

Segundo o gabinete do primeiro-ministro, Portugal pretende posicionar-se como "parceiro competitivo, sublinhando vantagens como a energia renovável, custos energéticos mais estáveis, mão de obra qualificada e localização geográfica."

A Alemanha, por seu lado, é a maior economia da União Europeia, assume-se como o terceiro principal cliente de Portugal e é o segundo fornecedor. Entre 2021 e 2025, as exportações portuguesas de bens e serviços para aquele mercado aumentaram, em média, 12,9%, enquanto as importações cresceram 7,1%.

Participação no "Wirtschaftstag" em Berlim

Depois do encontro na Chancelaria, Luís Montenegro e Friedrich Merz seguem para o "Wirtschaftstag", uma das conferências económico-políticas mais relevantes da Alemanha, organizada pelo Wirtschaftsrat der CDU, que congrega cerca de 3.000 empresários.

A associação empresarial em causa tem uma ligação histórica ao espaço político da União Democrata-Cristã (CDU), partido do atual chanceler alemão, embora seja juridicamente independente.

Ainda segundo a mesma fonte, o convite dirigido ao primeiro-ministro português foi feito pelo próprio chanceler alemão, "sendo interpretado como um sinal do interesse em aprofundar as relações bilaterais". Nesta participação, o líder do Governo português será acompanhado pelo ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, e pela secretária de Estado dos Assuntos Europeus, Inês Domingos.

O "Wirtschaftstag", a decorrer a 4 e 5 de maio em Berlim, junta responsáveis políticos e empresariais europeus para discutir o futuro da economia, da indústria e do investimento, contando com a presença de dirigentes de empresas como Siemens, Deutsche Bank e BASF.

O programa do primeiro-ministro prevê igualmente uma intervenção no evento, antes do regresso a Lisboa ao final da noite.

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