Saltar para o conteúdo

Presidente da República saúda missão da GNR nos 115 anos e condena agressões

Dois agentes da polícia em uniforme verde apertam as mãos junto a civis e uma criança com bandeira de Portugal, junto ao mar.

Cerimónia no Porto e reconhecimento da missão da GNR

Na cerimónia que assinalou, no Porto, os 115 anos de existência da GNR, o Presidente da República elogiou o empenho demonstrado no cumprimento da missão da Guarda e sublinhou a forma como os militares contribuem para a segurança nacional.

O chefe de Estado valorizou, em particular, a actuação da GNR em situações exigentes, referindo nomeadamente os incêndios de agosto do ano passado.

Agressões a militares da GNR e respeito pela autoridade democrática

No mesmo discurso, António José Seguro condenou as agressões dirigidas a militares da GNR, alertando que estes episódios representam sinais de erosão numa sociedade democrática.

"Dirijo-me hoje a todos vós para abordar um tema que exige reflexão séria e ação responsável. O respeito pela autoridade democrática e em particular a proteção de homens e mulheres que diariamente garantem a nossa segurança. Nos últimos anos têm vindo a público episódios preocupantes de agressões a agentes das forças de segurança. Estes acontecimentos não são apenas ataques individuais. São sinais de uma erosão de valores fundamentais que sustentam a convivência de uma sociedade livre. Numa democracia a autoridade não é um instrumento de imposição arbitrária é antes de mais uma expressão de uma vontade coletiva, legitimada pelo Estado de Direito", declarou António José Seguro.

O Presidente recordou ainda que atacar quem protege a comunidade enfraquece o tecido social, defendendo que é indispensável respeitar o exemplo e a capacidade de diálogo da GNR, uma vez que a violência não pode ser aceite.

"Quando um agente da autoridade atua, não o faz em nome próprio, mas em nome de todos nós, para proteger direitos, garantir a ordem pública e assegurar que a liberdade de cada um não colide com a liberdade os outros. Desrespeitar a autoridade legítima, agredir quem nos protege é fragilizar a nossa liberdade. Em sociedade , não há liberdade sem regras, não há direitos sem deveres e não há segurança sem respeito mútuo. É por isso essencial promover uma cultura de respeito democrático, respeito pelas instituições, pelas leis e pelas pessoas que as representam no terreno".

"Portugal sabe do vosso esforço no cumprimento da vossa missão", declarou.

Uma força com firmeza, dimensão humana e proximidade

António José Seguro considerou que a GNR é uma instituição que soube preservar, com "firmeza", a dedicação à proteção de Portugal, reconhecendo o trabalho de homens e mulheres pela capacidade de escutar e pelo compromisso de lealdade à Constituição da República.

Acrescentou que a Guarda deve manter o exemplo de rigor no quadro da segurança nacional e realçou a componente humana da missão, com especial importância nas zonas despovoadas. Sublinhou ainda a presença efectiva em todo o território, através de iniciativas de proximidade como o Programa 65 e o Programa Escola Segura.

Versatilidade: estradas e controlo de fronteiras marítimas

Seguro destacou também o carácter versátil da GNR e o papel predominante na prevenção da sinistralidade nas estradas de Portugal.

Assinalou igualmente as actividades desenvolvidas no controlo de fronteiras marítimas, orientadas para o combate a ilicitudes.

Incêndios, capacidade do Estado e mais mulheres na GNR

O Presidente da República voltou a referir a prontidão decisiva perante os incêndios e lembrou que, quando se deslocou ao terreno em contexto de incêndio no verão passado, ficou evidente que a capacidade do Estado depende destas forças.

Sustentou ainda que a GNR não se limita a ser uma força de segurança, apontando que assegura valores num mundo em constante mudança.

Por fim, Seguro manifestou satisfação pelo aumento do número de mulheres na GNR, referindo que esse crescimento reflecte mérito e uma maior representatividade da sociedade portuguesa.

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário