Teresa Mora Grenier escolhida para CFO do Novo Banco
Teresa Mora Grenier foi indicada pelos novos acionistas franceses para assumir o cargo de administradora financeira (CFO) do Novo Banco, sucedendo ao alemão Benjamin Dickgiesser. A nova administradora executiva é francesa, mas tem ascendência portuguesa.
A nomeação ainda depende da autorização do Banco Central Europeu (BCE), no âmbito da avaliação de adequação e idoneidade para o exercício de funções. Teresa Mora Grenier é licenciada pela EM Lyon Business School e possui um Executive MBA pela ESCP Business School.
Alterações estatutárias e auditor para 2026-2028
De acordo com as alterações recentes aos estatutos, estas "visam atribuir à Assembleia Geral do Banco a competência para a eleição e destituição dos membros do Conselho de Administração Executivo, competências essas que anteriormente se encontravam atribuídas ao Conselho Geral e de Supervisão". O novo acionista do Novo Banco pretende, igualmente, reavaliar o modelo de governação no futuro.
Para o período de três anos de 2026 a 2028, a PwC passa a ser o novo auditor, substituindo a EY.
Percurso profissional de Teresa Mora Grenier
Segundo o comunicado enviado à CMVM, Teresa Mora-Greiner deu início ao seu percurso profissional em 1994 na PwC, como auditora sénior de finanças. Em 1997, transitou para o departamento de auditoria interna de mercados de capitais.
Mais tarde, mudou-se de França para o Reino Unido: a futura administradora do Novo Banco "mudou-se para Londres", onde desempenhou várias funções no Crédit Lyonnais Securities. Em 2004, "integrou o Crédit Agricole Cheuvreux". Seis anos depois, em 2010, passou pela AlphaValue, antes de entrar no Natixis, em 2011, onde assumiu diferentes cargos de responsabilidade.
Em 2024, juntou-se ao Banque Populaire Rives de Paris como diretora de Finanças e Decisão de Crédito, tendo sido posteriormente nomeada CEO adjunta, com responsabilidades nas áreas de Finanças e Crédito.
Com esta designação, fica completa a composição da comissão executiva, que integra ainda os administradores que se mantêm em funções:
- Mark Bourke, presidente executivo
- Luís Ribeiro, diretor comercial para empresas
- João Paixão Moreira, diretor comercial para retalho
- Patricia Fonseca, diretora jurídica, de conformidade e sustentabilidade
- Carmen Garcia Gonçalves, diretora de risco
- Rui Fontes, diretor de crédito
Três nomes para o Conselho Geral e de Supervisão
Byron Haynes mantém-se como presidente do Conselho Geral e de Supervisão (CGS) e, em nome do banco, agradece "aos membros agora cessantes o seu profissionalismo, dedicação e contributo relevante ao longo do processo de transformação do Banco, desejando‑lhes os maiores sucessos nos seus futuros desafios".
Em Assembleia de acionistas, foram aprovados três nomes para substituir os membros cessantes no CGS.
Jacques Beyssade vai assumir a vice-presidência deste órgão. Começou a carreira no Crédit Lyonnais como analista financeiro e desempenhou também várias funções no mesmo banco, em Paris e em Nova Iorque, entre outras, indica o comunicado. Desde 2018, exerce funções como secretário-geral do Groupe BPCE.
Sylvain Petit foi designado vogal do CGS. "Iniciou a sua carreira em 1992 na Compagnie Bancaire (Banque Paribas)" e, em 2000, ingressou na Caisse Nationale des Caisses d’Epargne, instituições que estiveram na origem do BPCE. A partir de 2009, desempenhou diversas funções no grupo francês.
Franck Leroy, igualmente nomeado vogal, é o diretor de risco do Grupo BPCE e integra o General Management Committee do Groupe BPCE desde janeiro de 2023. Iniciou a sua carreira em 1998 como engenheiro financeiro na Société Générale Asset Management (SGAM), onde, em 2001, passou a exercer funções como gestor de carteiras de crédito e de high yield.
Além do presidente, Byron Haines, e dos três novos administradores não executivos, continuam em funções no CGS Karl Eick, Carla Antunes da Silva, William Newton e Monika Wilder.
Comentários
Ainda não há comentários. Seja o primeiro!
Deixar um comentário