Habitação municipal para polícias municipais em Lisboa
Para conseguir fixar mais agentes em Lisboa, Carlos Moedas decidiu avançar com um novo incentivo: habitação municipal para os polícias municipais. “O maior problema na cidade é a habitação, um problema para os mais jovens, mas também para muitas classes profissionais”, afirmou esta segunda-feira, na sessão de abertura do Colóquio "Coesão Social e Estratégias Locais de Segurança".
Nesse contexto, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa anunciou a intenção de “alargar” o programa “De Volta ao Bairro” à Polícia Municipal. “Encontrámos 40 casas para 40 polícias municipais”, declarou.
Programa “De Volta ao Bairro” e metas já divulgadas
O “De Volta ao Bairro” foi uma das promessas eleitorais apresentadas por Carlos Moedas na campanha para as autárquicas do ano passado. O programa estava direcionado a jovens que acabaram por sair dos seus bairros devido à subida dos preços da habitação.
Em março deste ano, o autarca assegurou que tinham sido identificadas “700 casas, umas para construir de raiz e outras já construídas” em bairros históricos, acrescentando que as primeiras 100 seriam entregues “no fim deste ano”.
Além do anúncio das 40 casas destinadas à Polícia Municipal, Carlos Moedas deixou também um “pedido de ajuda” ao Governo para a autarquia poder ter acesso a “prédios vazios para fazer alojamento para a polícia de segurança pública e para a polícia municipal”. “Os polícias precisam desse cuidado e nós [Câmara de Lisboa] vamos ajudar no que pudermos”, sublinhou, perante uma plateia que incluía o ministro da Administração Interna, Luís Neves.
Apesar destas intenções, não foi indicado quando serão atribuídas essas quatro dezenas de casas aos elementos da Polícia Municipal, que critérios foram ou serão usados para decidir a quem se destinam, nem quantas outras habitações municipais poderão vir a ser disponibilizadas com este objetivo.
Segurança em Lisboa: “atuar” em flagrante delito e videoproteção
No mesmo discurso, Carlos Moedas voltou a expor a sua “visão” para a Polícia Municipal, retomando uma alteração que defende desde o primeiro mandato: a possibilidade de terem autorização para “atuar” perante flagrante delito. Na prática, o autarca pretende que a Polícia Municipal possa deter um suspeito e conduzi-lo à esquadra, uma competência que, até agora, cabe apenas à PSP.
Com o objetivo de garantir que Lisboa “continua a ser uma cidade segura”, o presidente da câmara reiterou a aposta na segurança e anunciou um investimento de 18 milhões de euros em câmaras de vídeo proteção. “Os polícias não conseguem estar em todo o lado, é preciso soluções alternativas de instrumentos de segurança”.
Carlos Moedas recordou ainda decisões já comunicadas anteriormente, como a requalificação de seis esquadras e o reforço da Polícia Municipal com mais 100 agentes.
“Há pessoas com perceção de insegurança, se isto existe, algo existe. Não podemos ter hoje pessoas que não se sintam seguras seja perceção ou realidade dos factos”, insistiu o autarca, que voltou a colocar o tema da segurança entre as prioridades do seu segundo mandato. Isto não é “radicalismo” nem “extremismo”, garantiu, mas sim o “contrário”. “Falar de segurança é garantir essa segurança. Não cuidar da segurança é que leva ao radicalismo e ao extremismo”.
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