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Por que a máscara LED da L’Oréal apresentada no CES é uma revolução na “Beauty Tech”?

Mulher testa máscara facial luminosa numa sessão de cuidados de pele num ambiente moderno.

A L’Oréal voltou a marcar presença no CES de Las Vegas com um protótipo de máscara LED em silicone flexível que poderá aumentar de forma significativa a eficácia deste tipo de terapia. Por enquanto, trata-se apenas de um conceito em desenvolvimento, mas a empresa francesa aponta para um lançamento comercial em 2027.

As máscaras LED já são um produto bem conhecido na indústria cosmética. A luz emitida por estes dispositivos actua na pele ao desencadear alterações ao nível celular através de um fenómeno chamado fotobiomodulação.

O que poderá distinguir o protótipo da L’Oréal é, sobretudo, o desenho. Enquanto muitos modelos no mercado são rígidos, a marca desenvolveu - em parceria com a I-Smart Developments (especialista em LED) - uma solução ultrafina em silicone flexível. Em teoria, esta proximidade acrescida à pele pode melhorar o efeito da luz, uma vez que os LEDs ficam mais perto da superfície cutânea. Ainda assim, nesta fase, a empresa reconhece que faltam testes adicionais para validar os resultados.

@verge
A L’Oréal no CES significa que há tecnologia de beleza avançada a caminho. A analista sénior de wearables da The Verge, Victoria Song, viu o mais recente alisador de cabelo da empresa, chamado Light Straight. Foi concebido como uma prancha tradicional, mas com luz no infravermelho próximo para modelar o cabelo sem calor extremo. Victoria também viu máscaras LED promissoras. Ficam mais próximas da pele e são mais flexíveis do que outras no mercado. A L’Oréal está a tentar obter uma autorização 510(k) da FDA, pelo que nenhum dos produtos está disponível de imediato. Ainda não há preços, mas é provável que cheguem ao mercado no próximo ano. #ces2026 #loreal #beauty #hair #tech
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A empresa, contudo, mantém confiança no conceito: “A L’Oréal considera que os seus testes demonstrarão que a máscara LED combate os sinais visíveis do envelhecimento, como as linhas finas, a flacidez da pele e o tom irregular, graças a uma luz vermelha e a uma luz no infravermelho próximo direccionada”. Acrescenta ainda: “Leve, flexível e não invasiva, esta máscara integra-se perfeitamente nas rotinas diárias de cuidados de pele, com cada sessão de 10 minutos a ser automaticamente cronometrada.”

Precisão no protótipo de máscara LED da L’Oréal

Outro ponto forte deste protótipo é a precisão. De acordo com as explicações publicadas pela The Verge, a colaboração com a I-Smart dá à L’Oréal acesso a uma “equipa científica com foco clínico”. E, ao contrário de alguns produtos que não especificam exactamente os comprimentos de onda usados (apesar de ser uma informação essencial para a eficácia da terapia), a L’Oréal aponta para dois valores concretos: luz vermelha (630 nm) e luz no infravermelho próximo (830 nm).

A L’Oréal planeia colocar esta máscara no mercado em 2027. Quando isso acontecer, o produto poderá vir a obter uma certificação por parte das autoridades norte-americanas que, segundo a The Verge, serviria para reforçar a segurança e reduzir o risco de alegações publicitárias enganosas. Além do modelo que cobre todo o rosto, a empresa está também a desenvolver uma versão mais compacta, pensada para ser colocada por baixo dos olhos.

Este interesse da L’Oréal no segmento faz sentido à luz do crescimento do mercado. Segundo um estudo citado pela BBC, o mercado de máscaras LED valia 298 milhões de dólares em 2024 e deverá chegar aos 820 milhões de dólares até 2023. Já a Beauty Tech, que engloba outros tipos de produtos, poderá atingir centenas de milhares de milhões de dólares dentro de alguns anos.

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