"As pequenas e médias empresas (PME) são a espinha dorsal da economia europeia, mas continuam a enfrentar dificuldades no acesso ao financiamento, excesso de burocracia e problemas na retenção de talento", alertou esta quinta-feira a vice-presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), Ema Paulino, durante o roadshow europeu das PME da BusinessEurope.
Roadshow europeu das PME da BusinessEurope no Porto
A sessão realizou-se no Porto e juntou empresários e decisores económicos europeus para debater os entraves mais frequentes para as PME, numa altura em que se agravam os custos da energia, o acesso ao crédito permanece difícil e a concorrência internacional é cada vez mais intensa.
No mesmo encontro, Gonçalo Regalado, CEO do Banco Português de Fomento (BPF), apresentou a intenção de mobilizar mais de 30 mil milhões de euros em financiamento, garantias e investimento destinados às empresas portuguesas até 2028.
CIP pede menos burocracia e mais foco nas PME
Entre os assuntos mais referidos estiveram o peso da carga administrativa, as barreiras no acesso a fundos europeus e a escassez de mão de obra qualificada.
Ema Paulino sustentou que, ao desenhar legislação e instrumentos de apoio, a União Europeia deve "pensar primeiro nas pequenas empresas". A vice-presidente da CIP apontou que "As pequenas e médias empresas são afetadas desproporcionalmente quando o peso administrativo de uma candidatura é maior", e avisou ainda para o risco de deslocalização de empresas europeias, reconhecendo também obstáculos na retenção de talento.
Gonçalo Regalado sublinhou que reforçar o apoio às PME em exportações, inovação e projetos estruturantes deverá elevar o impacto económico da instituição para mais de 12,5% do PIB nacional até 2028. O BPF pretende intensificar o suporte à internacionalização, à habitação, à agricultura, à inteligência artificial e à transição energética.
Investimento
Aposta na IA
O plano estratégico do BPF inclui o apoio a iniciativas ligadas à IA e à digitalização da economia portuguesa.Habitação
Gonçalo Regalado indicou que o banco quer aumentar, nos próximos anos, o financiamento para construção e reabilitação de habitação acessível.Exportações
A linha de ação apresentada passa igualmente por ampliar o apoio à internacionalização e às exportações das empresas portuguesas.
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