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Artrose do joelho: colagénio tipo II pode aliviar a dor

Pessoa sentada a tocar o joelho, com mesa ao lado incluindo suplemento, água e taça de frutos vermelhos.

A artrose do joelho é muitas vezes vista como “coisa da idade”, mas tem surgido com frequência crescente também em pessoas com menos de 50 anos. Quando cada passo incomoda, subir escadas se torna penoso e a prática de desporto deixa de ser viável, é comum procurar opções para lá de analgésicos e infiltrações. Uma investigação clínica recente aponta uma possibilidade: uma proteína alimentar específica pode ajudar a reduzir a dor e a dar suporte à cartilagem danificada - com uma integração surpreendentemente simples na rotina.

O que acontece, de facto, na articulação com artrose do joelho

A artrose do joelho está entre as doenças articulares mais comuns. Neste processo, a cartilagem que funciona como “amortecedor” entre os ossos vai-se desgastando progressivamente. Numa fase inicial, o incómodo tende a aparecer sobretudo após esforços prolongados; com o tempo, as queixas tornam-se mais persistentes.

Sinais típicos descritos por muitas pessoas incluem:

  • Dor ao iniciar a marcha depois de estar sentado
  • Rigidez matinal no joelho
  • Estalidos ou sensação de fricção na articulação
  • Inchaço após esforço
  • Menor amplitude de movimento, por exemplo ao agachar

À medida que o desgaste avança, a cartilagem torna-se irregular e áspera. O espaço articular diminui e, quando passa a haver contacto “osso com osso”, o organismo pode reagir formando saliências ósseas dolorosas. Nessa altura, o impacto no dia a dia pode ser grande - até ir às compras pode virar um desafio.

Porque é que uma proteína em particular está a dar que falar

O foco desta nova linha de investigação é o colagénio, uma proteína estrutural presente em todo o corpo. Dá suporte à pele, aos ossos, aos ligamentos, aos tendões e também à cartilagem articular.

"Uma análise recente mostra: colagénio do tipo II pode reduzir de forma clara a dor, a rigidez e as limitações físicas na artrose do joelho."

O trabalho foi publicado na revista científica "Current Medical Research and Opinion". Participaram pessoas com artrose do joelho em fase inicial a intermédia. Durante doze semanas, tomaram diariamente colagénio hidrolisado - isto é, colagénio previamente “partido” em unidades menores para facilitar a absorção.

Ao fim de três meses, os resultados indicaram:

  • redução percetível da dor no joelho
  • menos rigidez
  • melhoria da função física, por exemplo ao caminhar ou subir escadas

Segundo os investigadores, os benefícios podem ser explicados por vários mecanismos:

  • promoção da reparação da cartilagem
  • atenuação de processos inflamatórios na articulação
  • estímulo à produção de novas proteínas na chamada matriz extracelular

Em termos simples, esta proteína fornece ao organismo componentes de que necessita para estabilizar a cartilagem sob agressão e, ao mesmo tempo, ajudar a diminuir a inflamação associada à dor.

Colagénio na prática: como é que chega ao joelho

Muita gente associa o colagénio sobretudo a cremes anti-idade. No entanto, quando o objetivo são as articulações, a via oral é a mais relevante: os fragmentos proteicos são absorvidos no intestino, passam para o sangue e, daí, podem alcançar os tecidos articulares.

Em que formatos o colagénio é vendido

  • - pode ser misturado em água, sumo, batidos (smoothies) ou iogurte
  • Cápsulas ou comprimidos - úteis fora de casa e com dose fácil de controlar
  • Bebidas prontas - muitas vezes combinadas com vitaminas ou minerais

No desenho do estudo foi utilizado colagénio tipo II, a forma que existe naturalmente na cartilagem articular. Também é comum encontrar colagénio hidrolisado com origem bovina ou de peixe. Em caso de dúvidas - sobretudo com doenças pré-existentes ou medicação crónica - faz sentido pedir orientação ao médico de família ou ao ortopedista.

"O colagénio não faz efeito de um dia para o outro - no estudo, a melhoria tornou-se evidente após cerca de doze semanas de toma diária."

Como a alimentação pode ajudar um joelho com dor

O colagénio, por si só, não é uma solução milagrosa. O joelho tende a beneficiar mais quando a alimentação, no conjunto, é orientada para reduzir a inflamação. Não é necessário seguir planos complexos - normalmente chegam algumas regras claras.

Benéfico para o joelho Menos favorável
peixe gordo do mar (salmão, cavala, arenque) refeições prontas muito processadas
azeite, óleo de colza, nozes muito consumo de carne vermelha e enchidos
legumes e bagas/frutos vermelhos de várias cores “bombas” de açúcar como refrigerantes e doces
cereais integrais em vez de farinha branca fast food frequente
proteína magra (leguminosas, iogurte, ovos) gorduras trans de fritos e gorduras de pastelaria

Perder peso em excesso também reduz a carga no joelho. Em pessoas com excesso de peso, menos 5 a 10% do peso corporal pode baixar de forma significativa a dor, porque cada degrau na escada multiplica a força que passa pela articulação.

Um truque simples de movimento vindo da fisioterapia

A alimentação é apenas uma parte. As articulações “vivem” de movimento - sem ele, a cartilagem recebe pior nutrição. Um fisioterapeuta mostrou nas redes sociais um exercício simples que muitas pessoas conseguem fazer em casa.

Como fazer o alongamento do joelho sentado

Só precisa de uma cadeira:

  • Sente-se com as costas direitas.
  • Com o antebraço do lado oposto, segure a perna afetada e aproxime o joelho do tronco.
  • Deixe a perna (a parte abaixo do joelho) pendurar relaxada; mantenha o joelho junto ao corpo.
  • Coloque a mão livre sobre a coxa dessa mesma perna.
  • Depois, estenda lentamente a perna e volte a fletir - com movimentos curtos e controlados.

Com esta alternância lenta de extensão e flexão, o joelho é, por assim dizer, “lavado” por dentro: o líquido sinovial distribui-se melhor e os tecidos ganham mais elasticidade. Muitas pessoas referem uma sensação de alívio após algumas repetições.

"Movimento regular e suave funciona como um lubrificante natural para o joelho - especialmente na artrose."

Atenção: o exercício pode causar algum desconforto, mas não deve provocar dor intensa. Se houver insegurança, o ideal é pedir ao fisioterapeuta para demonstrar e ajustar o gesto numa consulta.

O que convém esclarecer antes de tomar colagénio

Apesar dos dados positivos, o colagénio não substitui acompanhamento médico. Em especial, quem tem doenças crónicas, alergias, ou segue uma alimentação estritamente vegetariana ou vegana, deve confirmar alguns pontos:

  • Origem do produto - muitas fórmulas usam proteína de bovino, suíno ou peixe.
  • Interação com medicamentos - por exemplo anticoagulantes ou terapêuticas reumatológicas.
  • Ingredientes adicionais - açúcar, aromas ou corantes nem sempre fazem sentido.

Produtos credíveis indicam claramente o tipo de colagénio, a dose e a fonte da proteína no rótulo. Consultar testes independentes ou pedir opinião na consulta ajuda a evitar promessas vazias.

Como colagénio, movimento e rotina se combinam

Quem pondera usar colagénio deve olhar para o estilo de vida como um todo. A proteína pode ser um complemento útil, mas tende a resultar melhor quando acompanhada de:

  • treino regular com baixo impacto (caminhadas, bicicleta, natação)
  • perda de peso, quando existe excesso
  • uma alimentação com baixa carga inflamatória
  • reforço consistente da musculatura em torno do joelho

Programas focados nos músculos da coxa e dos glúteos costumam ser particularmente úteis: músculos fortes absorvem melhor as cargas, aliviam as superfícies articulares e aumentam a estabilidade nas tarefas do dia a dia - das compras ao trabalho no jardim.

Expressões como “matriz extracelular” soam a laboratório, mas têm impacto direto: trata-se de uma espécie de “andaime” feito de proteínas e outros componentes onde a cartilagem se integra. O colagénio é um dos elementos centrais desse suporte. Ao reforçá-lo, a cartilagem pode manter-se funcional durante mais tempo - precisamente o que quem vive com artrose do joelho procura, passo após passo.

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