Muitos jardineiros amadores conhecem bem a imagem: terra nua entre plantas acabadas de colocar. O tempo passa, as ervas daninhas aproveitam cada espaço livre e o canteiro fica com um ar vazio. Com vivazes de crescimento rápido, escolhidas de forma criteriosa, este intervalo encurta bastante - elas fecham o canteiro depressa, mantêm floração durante muito tempo e ainda servem um verdadeiro banquete aos insectos.
Porque é que as vivazes de crescimento rápido mudam o jogo no jardim
As vivazes rebentam todos os anos a partir da mesma raiz, o que reduz imenso o trabalho quando comparado com plantas anuais. Ao optar por variedades que avançam rapidamente, ganha-se a dobrar: o jardim fica cheio e com vida mais cedo e, além disso, estas plantas ajudam a travar as ervas daninhas, porque cobrem depressa as áreas descobertas.
"As vivazes de crescimento rápido trazem estrutura, cor e vida ao jardim - e de forma duradoura, não apenas por uma estação."
Há ainda a vertente da conservação da natureza. Muitas destas espécies são autênticos ímanes de insectos: fornecem néctar e pólen a abelhas silvestres, abelhas‑do‑mel, zangões e borboletas, muitas vezes durante várias semanas seguidas. Um jardim rico em flores não é só bonito - também zune e esvoaça.
Em grande parte das vivazes, o ritmo de desenvolvimento segue um padrão semelhante: no primeiro ano enraízam, no segundo crescem claramente e, no terceiro, muitas vezes já formam touceiras adultas. As espécies aqui apresentadas aceleram este processo de forma perceptível - desde que o local e os cuidados estejam ajustados.
Local, luz e solo: como fazer as vivazes arrancarem a sério
A luz é determinante para que estas plantas “deitem mãos à obra”. Sol pleno significa cerca de seis horas ou mais de sol directo por dia. Meia‑sombra corresponde, de forma aproximada, a metade disso. Se colocar uma vivaz de sol à sombra, em vez de floração e vigor terá desilusão e caules fracos e alongados.
Quase todas as vivazes de crescimento rápido preferem um solo bem drenado. O encharcamento apodrece as raízes, sobretudo no inverno. Por isso, antes de plantar, vale a pena fazer algum trabalho de preparação do terreno:
- Revolver o solo e retirar pedras e restos de raízes
- Desenterrar as ervas daninhas com cuidado, em vez de apenas as cortar à superfície
- Em solos pesados, incorporar areia ou brita miúda
- Misturar composto bem maturado para disponibilizar nutrientes
Se, em vez de plantas muito jovens e pequenas, começar com vasos já bem enraizados, consegue áreas fechadas com mais rapidez. Na primeira época, a regra é simples: regar com regularidade até que as vivazes prendam o sistema radicular em profundidade.
As 10 vivazes “turbo” para canteiros cheios num instante
1. Agastache – espigas perfumadas para sol e insectos
As agastaches, muitas vezes conhecidas como “urtiga‑anís”, exibem durante todo o verão espigas florais erectas em tons de roxo, rosa ou laranja. Crescem depressa e formam touceiras compactas, ganhando especial força em sol pleno. As folhas são aromáticas e tanto as abelhas como as borboletas estão constantemente por perto.
2. Erva‑gateira (Nepeta) – almofadas azuis, sem grandes exigências
A erva‑gateira cria em pouco tempo moitas largas e baixas, cobertas de flores azuis ou violeta. Resulta muito bem em bordaduras, ao longo de caminhos ou à frente de roseiras. A manutenção é mínima: uma poda após a primeira floração muitas vezes provoca uma segunda vaga de flores.
3. Coreópsis (Coreopsis) – “sóis” amarelos até ao outono
A coreópsis produz flores amarelas intensas ou bicolores, como pequenos sóis acima da folhagem. Desenvolve‑se rapidamente, mas mantém sempre um aspecto leve, sem ficar grosseira. Em solos drenantes e relativamente pobres, tende a florir durante mais tempo.
4. Gaillárdia (Gaillardia) – cores ardentes para cantos quentes
Com vermelhos, laranjas e amarelos, a gaillárdia marca presença com contrastes fortes. Depois de estabelecida, aguenta bem calor e períodos de seca. Se for retirando as flores murchas com regularidade, a floração prolonga‑se até ao outono.
5. Gaura (Gaura lindheimeri) – nuvens de flores ao sabor do vento
A gaura apresenta inúmeras flores pequenas e delicadas, em hastes compridas e flexíveis. Em pouco tempo, o canteiro ganha leveza e um ar mais solto e natural. É perfeita para plantações de inspiração silvestre e combina muito bem com gramíneas.
6. Lírio‑tocha (Kniphofia) – tochas exóticas para o centro das atenções
O lírio‑tocha forma hastes florais vigorosas que parecem tochas coloridas em laranja, vermelho ou amarelo. Em solo drenante e exposição solar, afirma‑se rapidamente e funciona muito bem como ponto focal em canteiros mistos de vivazes.
7. Gerânios‑perenes (Storchschnabel) – cobertura viva do solo com efeito prolongado
Os gerânios‑perenes espalham‑se depressa e tornam‑se tapetes densos. Tapam a terra exposta, dificultam o avanço das ervas daninhas e florescem, conforme a variedade, em rosa, azul ou violeta. Algumas opções florescem sobretudo no início do verão; outras mantêm flores durante meses.
"Quem procura uma cobertura do solo viva e de baixa manutenção quase sempre acerta com o gerânio‑perene."
8. Sálvia‑perene – espigas violeta em série
A sálvia‑perene produz, ao longo da época, sucessões de espigas florais verticais, geralmente em violetas e azuis intensos. Um corte após a floração principal incentiva muitas vezes uma segunda ronda. As abelhas apreciam o néctar abundante e, no canteiro, a sálvia dá estrutura, quase como um “esqueleto” organizado.
9. Lírio‑de‑um‑dia (Taglilie) – touceiras robustas e viciantes
Os lírios‑de‑um‑dia formam rapidamente touceiras impressionantes. Cada flor dura apenas um dia, mas é imediatamente substituída por novas. A gama de cores vai do creme suave ao vermelho muito escuro. A folhagem mantém‑se atractiva durante bastante tempo e preenche falhas no canteiro com fiabilidade.
10. Monarda (Indianernessel) – “tambores” aromáticos para zangões e companhia
As monardas criam inflorescências redondas e chamativas em vermelho, rosa ou roxo. Espalham‑se através de estolhos curtos e, assim, conquistam gradualmente mais área. O aroma das folhas lembra bergamota ou hortelã, e os zangões praticamente se atiram às flores.
Como fazer as vivazes fecharem o canteiro ainda mais depressa
Um espaçamento bem pensado acelera a cobertura do solo. Se plantar demasiado afastado, vai olhar para terra durante muito tempo. Se plantar demasiado junto, dentro de poucos anos terá de dividir as touceiras. Valores de referência para um crescimento rápido, mas ainda saudável:
| Vivaz | Distância recomendada | Plantas por m² |
|---|---|---|
| Erva‑gateira, Coreópsis | 30–35 cm | 8–10 |
| Gerânio‑perene, Sálvia‑perene | 35–40 cm | 6–8 |
| Lírio‑de‑um‑dia, Lírio‑tocha | 40–50 cm | 4–6 |
| Monarda, Agastache | 40 cm | 6–7 |
Uma cobertura orgânica com composto de casca, estilha de madeira ou folhas secas reduz a evaporação, ajuda o solo a manter humidade por mais tempo e dificulta o arranque das ervas daninhas. No primeiro ano, esta protecção faz uma diferença enorme na velocidade de crescimento.
Sol, seco, fresco: combinações adequadas
Entre as espécies referidas, algumas adoram calor e terrenos secos, enquanto outras preferem zonas do jardim ligeiramente mais frescas e húmidas. Para locais secos e muito soalheiros, destacam‑se sobretudo:
- Agastache
- Erva‑gateira
- Coreópsis
- Gaillárdia
- Gaura
- Lírio‑tocha (com drenagem)
Em contrapartida, a monarda e muitas variedades de gerânio‑perene apreciam solos mais frescos. Os lírios‑de‑um‑dia lidam bem com ambos os cenários, desde que a água não fique parada de forma permanente. Ao planear plantações mistas, o mais seguro é agrupar lado a lado espécies com exigências semelhantes, para que nenhuma fique a sofrer continuamente.
O que mais convém ter em conta
Algumas destas vivazes são tão vigorosas que podem empurrar para fora vizinhos mais frágeis. A monarda e certas variedades de gerânio‑perene, em particular, alastram com força. Quem quiser controlar isso pode usar barreiras de raízes ou dividir as touceiras a cada poucos anos com uma pá.
As vivazes têm mais impacto quando usadas em grupo do que isoladas. Três a cinco plantas da mesma espécie já criam uma imagem coerente. Se, por exemplo, repetir erva‑gateira, sálvia‑perene e coreópsis ao longo de um canteiro, obtém, dentro de uma única época, uma área fechada, com cores afinadas e estrutura bem definida.
Estas plantas também são práticas para quem tem pouco tempo. Depois de estabelecidas, muitas vezes basta podar, dividir ocasionalmente e adicionar algum composto de vez em quando. A recompensa é um jardim denso da primavera ao outono, com aspecto de muito mais trabalho do que aquele que realmente dá.
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