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Kid Cudi expulsa M.I.A. da sua nova digressão pelos Estados Unidos

Jovem com telemóvel ao lado de computador e microfone numa sala com cartaz do Kid Cudi na parede.

O rapper Kid Cudi decidiu retirar M.I.A. da sua mais recente digressão pelos Estados Unidos, na sequência do que descreveu como “comentários ofensivos” feitos pela artista britânica.

O incidente em Dallas durante a digressão

Num espectáculo em Dallas, no sábado passado (2 de maio), M.I.A. disse ao público que já tinha sido “cancelada por muitas coisas”, mas que nunca imaginou “ser cancelada por ser escura e votar nos Republicanos”. Note-se que, por ser cidadã britânica, M.I.A. não tem possibilidade de votar no Partido Republicano dos Estados Unidos.

A cantora acrescentou ainda que não lhe foi permitido tocar ‘Illegal’, canção de 2010 sobre a desumanização de refugiados, “porque, provavelmente, havia algum no público”. As declarações motivaram vaias por parte de quem assistia ao concerto, perante a artista britânica de origem tâmil.

A reacção de Kid Cudi no Instagram

Depois disso, Kid Cudi reagiu no Instagram e escreveu numa story apenas que “M.I.A. já não faz parte desta digressão”.

“Disse ao meu ** * **manager * ** para enviar uma nota à equipa dela, antes de iniciarmos a digressão, de que não queria ouvir nada ofensivo em palco. Asseguraram-me que ela tinha compreendido esse pedido”**, acrescentou.

Mais tarde, explicou que, após os concertos recentes, recebeu uma enxurrada de mensagens de fãs que se mostraram desconfortáveis com o que ouviram em palco, descrevendo a situação como “incrivelmente dececionante”. “Recuso-me a ter, nesta digressão, alguém que faça comentários ofensivos que melindrem os meus fãs”.

A defesa de M.I.A. no X

Do lado de M.I.A., a resposta surgiu numa publicação no X: “Escrevi esta canção em 2010, dizendo que sou uma emigrante ilegal. Toquei uma canção que diz 'que se f* a lei, que é algo em que acredito, caso a lei seja injusta. Não distorçam as minhas palavras, isso é obra de Satanás”**, escreveu.

Continuou, defendendo o seu percurso e a mensagem das suas músicas: “Escrevi canções sobre os imigrantes antes de vocês os acharem fixes. Lutei sozinha, sem a ajuda de milhões de fãs. Não preciso que a era das bandeirinhas da virtude apague a vida que tive. Jesus Cristo era um imigrante e um rebelde. Não peço perdão aos preconceituosos, aos ímpios e aos ignorantes”.

Outras polémicas e Paredes de Coura 2026

Este não é um caso isolado na carreira de M.I.A. Em 2022, a britânica foi afastada dos prémios anuais da revista “GQ”, depois de ter feito vários comentários controversos sobre as vacinas da Covid-19. Já em 2024, apresentou uma linha de roupa através do “Infowars”, plataforma do activista de extrema-direita Alex Jones, com a intenção de bloquear sinais de 5G.

Entretanto, recorde-se que M.I.A. figura entre os destaques da edição de 2026 do festival de Paredes de Coura, agendado para 12 a 15 de agosto, onde actuará como cabeça de cartaz.

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