Berlim - Em muitas ocorrências, acaba por se esquecer a imobilização de veículos em chamas para impedir um eventual rolamento. Se um veículo a arder se deslocar sozinho, as consequências podem ser graves: mais danos materiais, propagação do incêndio ou até vítimas. E mesmo quando não acontece o pior cenário, se isto ocorrer durante as operações de extinção, os bombeiros podem vir a ser confrontados com perguntas incómodas.
Regra geral, um veículo em chamas pode - desde que ainda consiga rolar - começar a mover-se a qualquer momento, mesmo em terreno aparentemente plano. Isto pode acontecer em qualquer fase do incêndio. Há casos conhecidos em que apenas o motor ardia e, ainda assim, o veículo se pôs a deslizar.
A seguir reunimos cinco vídeos que ilustram por que razão é tão importante garantir a imobilização num incêndio em veículo.
Vídeo 1: “Hey, pass auf!”
Em Fayetteville (Arkansas), em março de 2021, ardeu um furgão de uma empresa de trabalhos em telhados, com um reboque engatado, mesmo em frente a uma casa.
Um dos primeiros operacionais a chegar foi um polícia, que - corretamente - não estacionou a viatura de patrulha diretamente à frente da entrada inclinada. Pouco depois, o veículo já em combustão generalizada desceu a rampa e seguiu colina abaixo. O agente ainda avisou um transeunte (“Hey, pass auf!”) e iniciou a extinção, com um extintor, de focos de incêndio na vegetação seca. Não houve feridos.
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Vídeo 2: Apenas segundos após a chegada
Para os bombeiros de San Diego (Califórnia), em março de 2019, tudo parecia um serviço de rotina - um reboque/veículo de reboque ardia no centro da cidade. Polícia e bombeiros chegaram praticamente ao mesmo tempo.
O condutor posicionou a viatura de combate a incêndios a alguns metros do veículo em chamas, atravessada sobre duas faixas de rodagem, para proteger a zona da ocorrência. Enquanto um bombeiro começou de imediato a desenrolar a mangueira, o colega colocava o aparelho respiratório de ar comprimido. Cerca de dez segundos após a chegada, o veículo a arder começou a rolar. O condutor, que ainda tentou pegar num calço, não teve qualquer hipótese. O camião embateu na viatura dos bombeiros.
Apesar de se ter evitado que o incêndio se propagasse para o próprio veículo de socorro, registaram-se danos materiais ligeiros. Canais locais de televisão noticiaram o sucedido.
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No passado, existiram também situações em que um incidente deste tipo não terminou de forma tão favorável - e, no fim, a própria viatura dos bombeiros acabou igualmente em chamas.
[eebl-shopify-context id="Z2lkOi8vc2hvcGlmeS9Qcm9kdWN0LzE2NDMxMzQ5NDMzNDE=" headline="Os perigos no teatro de operações" description="No teatro de operações, podem estar à espera dos bombeiros os mais variados perigos."]
Vídeo 3: E, de repente, o veículo começa a rolar (veículo em chamas)
Também os bombeiros de Anthem (Arizona) viveram há alguns anos um episódio semelhante - com a diferença de que as operações de extinção já decorriam há bastante mais tempo, quando uma carrinha de entregas em chamas se colocou subitamente em movimento e embateu numa viatura de combate a incêndios. Neste caso, o condutor conseguiu depois colocar o veículo de socorro em segurança.
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Vídeo 4: Descida descontrolada numa encosta
É um dos exemplos clássicos na formação dos bombeiros. Na Noruega, durante o combate a um incêndio, um Mercedes começou inesperadamente a rolar - percorrendo várias centenas de metros por uma estrada inclinada, até que um rail de proteção imobilizou o automóvel. Os bombeiros tiveram de seguir o incêndio de carro. O vídeo gravado por uma testemunha teve repercussão mundial.
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[eebl-shopify-context id="Z2lkOi8vc2hvcGlmeS9Qcm9kdWN0LzM5NjI3MTgyOTAwMjk=" headline="Os cadernos vermelhos: imobilização e estabilização de veículos" description="A imobilização e a estabilização de veículos após acidentes têm grande importância, para que pessoas encarceradas - mas também os operacionais - não sejam colocados em risco por movimentos involuntários do veículo."]
Vídeo 5: Exemplo da Alemanha
Mas não são apenas as encostas que representam perigo: em Hanôver, uma testemunha viu como um veículo em chamas, numa estrada plana, começou a mover-se como se fosse “por obra de fantasmas”. Acabou por ser travado por automóveis estacionados.
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Que opções existem para imobilizar?
- A solução mais eficaz, muito provavelmente, é colocar um calço de roda. O ideal é aplicá-lo numa roda que ainda não esteja diretamente afetada. Se o veículo estiver em combustão generalizada, uma pá pode ajudar a posicionar o calço mantendo alguma distância de segurança.
- O uso de um guincho (seja de viatura ou outro) pode ser ponderado em certos cenários, desde que se respeitem distâncias de segurança. E há um ponto importante: os automóveis modernos ardem muitas vezes por completo - a construção do veículo inclui, em geral, diferentes plásticos. Existe o risco de o cabo ser danificado pelo fogo.
- O mesmo se aplica a um tirfor/arrastador manual (Mehrzweckzug), cuja montagem, porém, é mais trabalhosa e demorada, parecendo por isso muito menos prática.
- Não se devem fazer “experiências” com objetos como sacos de absorvente de óleo ou bidões de espuma. Sob carga térmica, podem perder a fixação, por exemplo ao rebentar.
- Se não for possível imobilizar o veículo, o chefe da intervenção deve considerar o risco (à semelhança da zona de queda de detritos), implementar medidas de isolamento e contar com uma alteração súbita da situação.
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