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Luís Costa Ferreira sai do Banco de Portugal para liderar Serviços Financeiros na EY

Homem de fato azul a segurar pasta de couro, num escritório com vista para prédios e laptop com gráficos.

Luís Costa Ferreira deixa a Supervisão Prudencial do Banco de Portugal para a EY

Luís Costa Ferreira, diretor do Departamento de Supervisão Prudencial do Banco de Portugal (BdP) desde 2017, vai abandonar o cargo para assumir a liderança da área de Serviços Financeiros na consultora EY, notícia avançada pela Lusa e confirmada ao Expresso. A saída do BdP só se concretiza em novembro; até outubro, Costa Ferreira permanecerá no banco central com funções de apoio ao Conselho de Administração, sem ligação à supervisão.

Em declarações ao Expresso, Costa Ferreira enquadra a mudança como "é um novo desafio transformador", explicando que considera que a sua missão no Banco de Portugal "foi cumprida". No banco central, já tinha atingido o patamar máximo da sua carreira e uma progressão adicional só seria possível com a entrada no Conselho de Administração do BdP - uma nomeação habitualmente de natureza política, que não se materializou ao longo destes anos.

Antes, Costa Ferreira tinha desempenhado as mesmas funções no BdP entre 2013 e 2014. Nessa altura, saiu para a consultora PwC para liderar uma auditoria ao recém-criado Novo Banco, na sequência da intervenção do supervisor nacional.

No início de 2017, regressou ao Banco de Portugal para voltar a ocupar o cargo de diretor do Departamento de Supervisão Prudencial, numa fase em que foram noticiadas várias alterações internas de liderança no BdP.

Período de nojo até 30 de outubro

Segundo fonte oficial do BdP citada hoje pela Lusa, a saída de Costa Ferreira inclui o início de "um período de nojo" - uma pausa - com a duração de seis meses, antes de avançar para "um novo projeto profissional no setor privado", numa entidade que não é supervisionada pelo Banco de Portugal.

Ao Expresso, Costa Ferreira precisa que continuará em funções no Banco de Portugal até outubro, integrando a estrutura de suporte ao Conselho de Administração, em tarefas não relacionadas com a Supervisão Prudencial, e deixando de ter acesso a informação associada ao setor financeiro.

Após esse intervalo, decorrente da aplicação das normas de conduta nacionais e europeias, o contrato de Luís Costa Ferreira termina em 30 de outubro.

Reforços na EY e reorganização no BdP

Entretanto, numa declaração escrita enviada à Lusa, Miguel Farinha, sócio responsável da EY em Portugal, Angola, Moçambique e Cabo Verde, clarificou que Luís Costa Ferreira ficará à frente da área de Serviços Financeiros. O responsável acrescentou ainda que o convite ao ex-diretor do BdP "insere-se num conjunto de três contratações de peso na área de Serviços Financeiros, de que também fazem parte os novos sócios Miguel Amaro, com um percurso de 25 anos em consultoria, e José Diogo Beirão, que soma mais de 12 anos de carreira no setor".

No Banco de Portugal, a função deixada vaga por Costa Ferreira passará para João Freitas, atual diretor do Departamento de Resolução do BdP, posição que, por sua vez, ficará temporariamente sem titular.

João Freitas assume o novo cargo a partir de 6 de julho, devendo até lá as responsabilidades ser asseguradas pela atual equipa de diretores-adjuntos. Quanto ao lugar de diretor do Departamento de Resolução, o banco central liderado por Álvaro Santos Pereira conta encontrar uma solução até julho.

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