Saltar para o conteúdo

Portugal capta 930 milhões de euros de investimento em imobiliário comercial, diz a JLL

Mulher de negócios aponta mapa numa mesa com tablet e vista panorâmica de cidade ao fundo.

Investimento em imobiliário comercial em Portugal: 930 milhões no 1.º trimestre de 2026

Portugal reuniu 930 milhões de euros de investimento em imobiliário comercial nos primeiros três meses do ano, com o retalho e a hotelaria a liderarem as principais apostas, de acordo com o relatório “Dinâmicas de Mercado” da consultora JLL, divulgado esta quinta-feira.

Segundo a consultora, o desempenho do primeiro trimestre traduz um aumento de 37% face ao período homólogo e coloca o arranque de 2026 entre os trimestres mais fortes dos últimos anos.

Investidores estrangeiros e operações de referência

Do montante transacionado entre janeiro e março, 539 milhões de euros foram aplicados por investidores estrangeiros, o que equivale a 58% do volume total. Esse capital esteve por detrás de duas das maiores operações do período: a transação do empreendimento Ritz-Carlton Penha Longa e a compra do complexo de centro de dados da Covilhã (ambas as operações avaliadas em cerca de 120 milhões de euros).

Carlos Cardoso, diretor executivo da JLL Portugal, afirma, citado em comunicado, que “o início de 2026 demonstra que Portugal tem um mercado forte, diversificado e com fundamentos sólidos, que tem revelado uma elevada capacidade de resiliência face a choques externos”, numa referência à guerra no Médio Oriente que teve início a 28 de fevereiro.

Perspetivas da JLL até dezembro

Até dezembro, a JLL antecipa um nível elevado de atividade no imobiliário comercial em Portugal, tanto em investimento como em ocupação. Para o responsável, “o investimento deverá manter um ritmo sólido”, sustentado por fundamentos robustos, por uma procura internacional diversificada e por um interesse crescente em segmentos alternativos, como centros de dados e ativos especializados.

Retalho e hotelaria sempre em destaque

O investimento em retalho e hotelaria mantém-se consistente - em conjunto, estes dois segmentos canalizaram mais de 70% do capital aplicado em imobiliário nos primeiros três meses do ano.

O retalho atraiu 340 milhões de euros, equivalentes a 37% da atividade, impulsionado pela transação de um portefólio de centros comerciais e parques de retalho por 280 milhões de euros, que incluiu ativos como o GaiaShopping, o ArrábidaShopping e o Matosinhos Retail Park.

Por seu lado, a hotelaria somou 330 milhões de euros de investimento (36% do total), apoiada pelo desempenho regular da procura turística e pela valorização continuada dos ativos hoteleiros de gama alta. Neste segmento, sobressaem as operações do Ritz-Carlton Penha Longa e do InterContinental Porto-Palácio das Cardosas.

Os ativos de uso específico, como os centros de dados, representaram 14% do volume total, enquanto os escritórios corresponderam a 7%.

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário