Proposta do PCP para um aumento intercalar nas pensões
O PCP anunciou este sábado que pretende avançar com um aumento intercalar de 50 euros para todas as pensões, com efeitos a partir de 1 de julho.
Em comunicado, o partido esclarece que vai levar ao parlamento uma iniciativa "de aumento geral do valor das pensões de reforma em 50 euros, a partir de 1 de julho".
O Grupo Parlamentar do PCP sublinha que a proposta deve abranger a totalidade dos pensionistas e realça que, "ao contrário dos suplementos extraordinários que os governos têm decidido, consolida no montante global de cada pensão e no cálculo da sua evolução futura".
Debate na Assembleia da República: suplemento extraordinário vs. aumento permanente
Na quarta-feira, durante o debate quinzenal na Assembleia da República, o primeiro-ministro considerou prematuro avançar já para um aumento permanente das pensões mais baixas. Ainda assim, admitiu a possibilidade de um novo suplemento extraordinário, desde que a situação das finanças públicas o permita.
"O pagamento de suplementos extraordinários foi a decisão que nós tomámos em 2024, que tomámos em 2025 e que está inscrito no Orçamento do Estado que tomaremos em 2026, se a meio do ano tivermos finanças públicas que nos permitam tomar tal decisão. Esse é um compromisso meu", afirmou Luís Montenegro, respondendo ao secretário-geral do PS.
Posições do PS e resposta do primeiro-ministro
José Luís Carneiro apelou à "sensibilidade do primeiro-ministro" relativamente a quem recebe pensões mínimas e que é particularmente afetado pela subida do custo de vida. Questionou ainda se Luís Montenegro estaria disponível para cumprir "a palavra dada" de um suplemento extraordinário, ao mesmo tempo que insistiu num aumento "duradouro que melhore as pensões mais baixas".
O primeiro-ministro contrapôs que o compromisso do PS "era diferente" e assentava em "aproveitar um saldo da Segurança Social deste ano para comprometer o pagamento de pensões para 20, 30, 40 ou 50 anos de forma permanente".
"Nós também queremos lá chegar, mas é cedo. Vamos primeiro colocar o país no trilho certo, a crescer com mais robustez e a ganhar, do ponto de vista económico, o fogo para poder tomar uma decisão desse calibre", disse.
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