Saltar para o conteúdo

Aldeias em Espanha pagam para atrair novos habitantes

Mulher com malas entrega chave a homem em espaço exterior de aldeia com montanhas ao fundo.

Alguns municípios estão agora a apostar numa solução radical.

Cada vez mais localidades pequenas em Espanha tentam travar o despovoamento. Os mais jovens saem, o comércio fecha portas e as escolas ficam ameaçadas de encerramento. Para ainda conseguirem inverter a tendência, algumas câmaras municipais começaram a oferecer dinheiro, rendas mais acessíveis e benefícios extra para famílias - dirigindo a mensagem a interessados de toda a Europa, incluindo Alemanha, Áustria e Suíça.

Dinheiro para recomeçar: como as aldeias de Espanha procuram novos habitantes

Em várias regiões de Espanha, existem autarquias que disponibilizam apoios financeiros para captar novos residentes. O princípio é simples: quem estiver disposto a fixar-se de forma permanente na aldeia recebe dinheiro e algum tipo de ajuda - e, em troca, a escola, o consultório médico, a padaria e o bar não desaparecem.

"Em certas aldeias espanholas, os recém-chegados podem, consoante o programa, acumular apoios num total até cerca de 13.000 euros."

Este tipo de iniciativa é pensado para perfis muito diferentes: famílias com crianças, reformados com uma pensão estável, trabalhadores independentes e profissionais em regime remoto, que só precisam de um portátil e de internet fiável. Para muita gente, a vida no campo em Espanha passa assim a parecer uma opção realmente viável.

Ponga, nas Astúrias: prémio em dinheiro num cenário de montanha

Um dos exemplos mais conhecidos fica no norte de Espanha: Ponga, uma pequena aldeia de montanha na região das Astúrias. A localidade está inserida num parque natural, rodeada de montanhas e floresta, longe da agitação das grandes cidades.

Aqui, a autarquia aposta num incentivo financeiro direto. Segundo informações locais, está em cima da mesa uma ajuda de mudança de até 3.000 euros por pessoa. Se nascer uma criança na aldeia, podem somar-se outros apoios. O objetivo é manter as famílias a longo prazo e rejuvenescer a estrutura etária.

À primeira vista, a paisagem parece tirada de um livro: muito verde, silêncio, trilhos para caminhadas e ar puro. O problema é que as oportunidades de emprego no próprio local são limitadas. É precisamente por isso que Ponga tenta sobretudo atrair pessoas que:

  • trabalhem em teletrabalho para empregadores dentro ou fora do país,
  • queiram criar um pequeno negócio local ou desenvolver uma atividade artesanal,
  • possam preencher necessidades como prestadores de serviços, por exemplo no turismo ou na restauração.

Quem pondera viver em Ponga não deve contar com um emprego tradicional na aldeia; o ideal é já levar consigo uma fonte de rendimento ou conseguir criá-la.

Rubiá e outras aldeias: quando os apoios chegam a valores de cinco dígitos

Não são apenas as Astúrias a procurar novos moradores. Na Galiza, por exemplo, Rubiá promove o seu programa para atrair residentes; além disso, há municípios em Castela e Leão, Aragão ou Andaluzia a divulgar iniciativas semelhantes. Os desafios repetem-se: população envelhecida, poucas crianças e uma base económica cada vez mais frágil.

A imprensa britânica refere que diferentes apoios podem ser acumulados. Quem conseguir combinar incentivos regionais, locais e, em alguns casos, ajudas específicas para famílias, pode chegar, em determinadas situações, a valores na ordem dos 10.000 a 13.000 euros.


Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário