Ataque de drones e números avançados por Moscovo
As defesas antiaéreas russas derrubaram, em dez horas, quase 350 drones ucranianos, num ataque de grande dimensão ocorrido a dois dias do desfile militar do 81.º aniversário da vitória soviética sobre a Alemanha nazi.
Segundo o Ministério da Defesa da Rússia, a operação decorreu ao longo da noite: "Durante a noite passada [das 21 horas (18 horas em Portugal continental) de quarta-feira até às 7 horas (4 horas) de hoje], as defesas antiaéreas intercetaram e destruíram 347 drones ucranianos de asa fixa", informou a tutela na plataforma russa de mensagens MAX.
A mesma fonte adiantou que as investidas foram travadas em 21 regiões russas, incluindo a região de Moscovo, e também sobre os mares de Azov, Cáspio e Mar Negro.
Contexto: cessar-fogo e desfile da Vitória a 9 de maio
O ataque em larga escala acontece dentro do período de cessar-fogo, decretado na véspera pelo presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, uma iniciativa que não teve apoio da Rússia, e a dois dias do desfile da Vitória em Moscovo, assinalado no dia 9.
Avisos diplomáticos e posições de Zelensky e Putin
Na quarta-feira, o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo avisou que existiria um "ataque de retaliação inevitável" caso Kiev atacasse Moscovo no dia do desfile militar, e pediu aos diplomatas estrangeiros que deixassem a capital ucraniana.
A diplomacia russa recordou, em comunicado, que o Ministério da Defesa já tinha alertado para as consequências de uma eventual tentativa de comprometer as comemorações de "uma festa sagrada para todos os russos", insistindo para que tais declarações fossem encaradas com "a máxima seriedade".
A Rússia também não tinha aderido antes à trégua unilateral e por tempo indeterminado, anunciada por Zelensky em resposta a uma proposta anterior do líder russo, Vladimir Putin, que solicitou a Kiev a cessação das hostilidades nos dias 8 e 9 de maio.
Até ao momento, Moscovo não comentou a proposta de Zelensky, enquanto os ataques russos prosseguiram.
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