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Juiz dos EUA publica nota de suicídio atribuída a Jeffrey Epstein

Martelo de juiz, óculos, documentos e papel assinado numa mesa de madeira junto a uma janela.

Nota divulgada por ordem judicial

Um juiz federal dos Estados Unidos divulgou, esta quarta-feira, uma alegada nota de suicídio escrita por Jeffrey Epstein nas semanas que antecederam a sua morte, ocorrida numa prisão de Nova Iorque.

A divulgação foi determinada pelo juiz Kenneth Karas, do Tribunal Federal do Distrito Sul de Nova Iorque, na sequência de um pedido apresentado pelo jornal "The New York Times".

Como a carta surgiu e por que ficou sob sigilo

O documento esteve durante anos sob sigilo, por integrar o processo penal contra o antigo companheiro de cela de Epstein.

Segundo esse companheiro de cela, a carta foi encontrada dentro de um livro, depois de Epstein ter tentado, sem sucesso, tirar a própria vida algumas semanas antes de morrer, em agosto de 2019.

Conteúdo da nota atribuída a Jeffrey Epstein

"Eles investigaram-me durante meses. Não encontraram NADA!!!", lê-se na nota manuscrita. "É um privilégio poder escolher o momento de dizer adeus." O texto termina com: "O que querem que eu faça? Caia no choro?! Não tem graça - NÃO VALE A PENA!!"

Dúvidas em torno da morte de Epstein em 2019

Apesar de o documento não ter sido autenticado, a sua publicação acontece num momento em que continuam a circular dúvidas sobre a morte de Epstein, aos 66 anos, quando aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual.

A morte foi declarada como suicídio, mas várias falhas de segurança na prisão e a inexistência de gravações de câmaras de vigilância têm alimentado suspeitas persistentes em relação à versão oficial.

Epstein tinha sido encontrado ferido na cela no final de julho de 2019, num episódio que as autoridades descreveram como uma tentativa de suicídio falhada. De acordo com o relato, a nota terá sido escrita antes desse incidente.

Um caso que continua a abalar a política

O caso Epstein mantém-se como um tema com impacto político nos Estados Unidos e no Reino Unido, sobretudo após a divulgação, nos últimos meses, de documentos ligados à extensa investigação sobre a vida do criminoso sexual.

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