Prestação da casa em maio: aumentos por prazo (Euribor)
A prestação da casa deverá agravar-se em maio nos créditos à habitação com taxa variável indexados à Euribor a 12 meses, seis meses e três meses, de acordo com uma nota antecipada pela Deco Proteste.
Contratos a 12 meses registam a maior subida
Nas condições usadas, os empréstimos revistos pela Euribor a 12 meses são os que mais aumentam, passando a entregar ao banco 694,42 euros por mês, o que representa mais 50,39 euros quando comparado com a última atualização, feita em maio de 2025.
Revisões a seis meses e a três meses também encarecem
Nos contratos indexados à Euribor a seis meses, a prestação mensal sobe 28,62 euros face a novembro, fixando-se em 669,72 euros.
Já nos financiamentos com Euribor a três meses, o acréscimo é de 11,98 euros relativamente a fevereiro, levando a prestação a atingir 646,65 euros.
Simulações da Deco Proteste: cenário usado
Os cálculos partilhados com a Lusa pela Deco Proteste/Contas e Direitos foram feitos com base num exemplo de financiamento de 150.000 euros, com prazo de 30 anos e um 'spread' (margem de lucro comercial) de 1%.
Euribor e decisões do BCE: o que mudou
A Deco Proteste aponta que as taxas Euribor avançaram em todas as maturidades: a 12 meses, passaram de 2,143% para 2,747%; a seis meses, de 2,107% para 2,454%; e a três meses, de 2,028% para 2,175%.
Já em 19 de março, a Deco Proteste tinha chamado a atenção para o efeito da subida das Euribor na prestação da casa, indicando que teria impacto "já no próximo mês", mesmo com a opção do Banco Central Europeu (BCE) de manter as taxas diretoras.
"Apesar de o Banco Central Europeu (BCE) ter optado por manter as taxas diretoras, adotando uma postura cautelosa face à incerteza económica decorrente da guerra no Médio Oriente, os mercados já estão a reagir ao aumento da inflação", apontou, na altura, a Deco Proteste.
A associação observa ainda que as Euribor, usadas como indexante na maioria dos contratos de crédito à habitação com taxa variável em Portugal, "já inverteram a tendência de descida das últimas semanas e iniciaram a subida que se tem intensificado nos últimos dias".
Entretanto, o BCE decidiu hoje manter as taxas de juro inalteradas em 2%, pela sétima vez consecutiva, considerando que continua "bem posicionado para navegar a atual incerteza" devido à guerra no Médio Oriente.
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