Lucro e rentabilidade do BCP no 1.º trimestre de 2026
O BCP apresentou, nos primeiros três meses do ano, um crescimento de 25,6% do lucro em termos consolidados, para 305,8 milhões de euros. A operação em Portugal foi responsável por 265,4 milhões de euros, mais 21,2% do que em 2025.
Em declarações de Miguel Maya, o enquadramento do 1.º trimestre de 2026 foi mais “complexo e desafiante e, mesmo assim, o banco apresentou um resultado de 305,8 milhões de euros, com capacidade do banco gerar valor para os acionistas (um ROE de 15,9%)”.
Margem financeira e comissões
A margem financeira consolidada fixou-se em 738,4 milhões de euros, traduzindo uma subida de 2,4%. Ao contrário do observado no Santander Portugal, no BPI e no Novo Banco, esta evolução foi sustentada sobretudo por Portugal, uma vez que, na componente internacional, a margem financeira recuou 3,7% para 380,6 milhões de euros.
No mercado nacional, a margem financeira avançou 9,8% para 357,8 milhões de euros, apesar da estabilização das taxas de juro e da redução das receitas de juros registada pelos bancos concorrentes neste trimestre.
As comissões também aumentaram: em termos consolidados, subiram 8,2% para 218 milhões de euros. Em Portugal, voltaram a destacar-se, com um crescimento de 8,5% para 160,4 milhões de euros.
A evolução das comissões em Portugal foi impulsionada, em particular, pelo desempenho muito favorável das comissões associadas a cartões e a transferências de valores.
Crédito, custos, activos não produtivos e capital
Na carteira de crédito, o banco registou um aumento de 7,2% em termos consolidados, para 63,4 mil milhões, enquanto Portugal contribuiu com um crescimento de 9,6% para 43,9 mil milhões de euros.
Do lado dos custos, os custos operacionais cresceram 4,5% para 354,9 milhões de euros em termos consolidados. Em Portugal, a subida foi igualmente de 4,5%, para 176,2 milhões de euros.
O BCP assinalou ainda uma redução dos activos não produtivos (NPE) de 238 milhões de euros face a março de 2025.
O rácio de capital total atingiu 19,3%, "confortavelmente acima dos requisitos regulamentares exigidos".
Miguel Maya recordou, em conferência de imprensa, que amanhã, dia 7 de maio, se realiza a assembleia de acionistas, na qual será aprovada a distribuição de dividendos - já aprovada pelo Conselho de Administração - no valor de 509,3 milhões de euros.
Da ordem de trabalhos da AG do BCP consta também a recondução de Miguel Maya como presidente da comissão executiva e de Nuno Amado como presidente do conselho de administração.
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