Plataforma em gov.pt com dados sempre atualizados
O Governo disponibiliza, esta segunda-feira, uma plataforma que permite acompanhar, em tempo real, o ponto de situação dos apoios à recuperação de habitação própria e permanente na sequência do mau tempo. Leiria, Ourém e Marinha Grande contam-se entre os concelhos com maior volume de candidaturas entregues e já tratadas.
O "dashboard", com informação atualizada de forma permanente, pode ser consultado em gov.pt. O prazo para submeter candidaturas aos apoios destinados à reconstrução de habitações próprias e permanentes afetadas pelo mau tempo que atingiu Portugal em janeiro e fevereiro terminou a 7 de abril. No total, deram entrada 35 908 processos.
Pagamentos, autorizações e indeferimentos nas CCDR
De acordo com os dados disponíveis até agora, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Centro já pagou os montantes correspondentes a 2716 candidaturas, enquanto 1058 aguardam autorização para pagamento e 1771 foram consideradas indeferidas. Já a CCDR de Lisboa e Vale do Tejo procedeu ao pagamento de 2285 processos, tendo 1412 sido indeferidos.
Leiria, Ourém e Marinha Grande com mais candidaturas e processos
Entre os municípios mais atingidos, Leiria surge à frente, com 10 808 candidaturas aprovadas e 2936 já processadas. Segue-se Ourém, onde existem 3758 candidaturas submetidas que serão intervencionadas e 2435 processos em andamento. A Marinha Grande também integra o topo da tabela: no concelho, foram registadas, até ao momento, 3365 candidaturas e 161 processadas.
Dotação financeira e prazos para atribuição dos apoios
Recorde-se que estão alocados 250 milhões de euros, através das CCDR do Centro e de Lisboa e Vale do Tejo, para financiar estes apoios. Os montantes para reparar os danos serão atribuídos num prazo máximo de três dias úteis nas intervenções até cinco mil euros - situações que não exigem vistoria - e até 15 dias úteis nos restantes casos.
Consequências das depressões Kristin, Leonardo e Marta
Desde 28 de janeiro, pelo menos 19 pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram ainda várias centenas de feridos, bem como desalojados e deslocados. Mais de metade das mortes ocorreu durante trabalhos de recuperação.
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