O nome Prelude tem peso no imaginário da Honda - e é precisamente por isso que o seu regresso está a dar que falar. A nova geração do coupé japonês tem chegada prevista à Europa em 2026 e, desde a primeira aparição no final de 2023, tem vindo a revelar mais pistas sobre o que aí vem.
Na prática, a Honda quer oferecer uma alternativa mais emocional ao Civic, mantendo uma base conhecida: este Prelude será um coupé de três portas com muitas peças e soluções partilhadas com o modelo mais familiar.
A base técnica será uma evolução da plataforma do Civic, com distância entre eixos mais curta, vias mais largas e maior rigidez estrutural, a par de uma redução de peso. Tudo pensado para uma condução mais afinada e envolvente.
A motorização será híbrida, juntando um motor a gasolina de quatro cilindros e 2,0 l (que funciona sobretudo como gerador) a dois motores elétricos - exatamente o mesmo conjunto usado no Civic. Ainda não há números finais confirmados, mas é expectável que mantenha os 135 kW (184 cv) e 315 Nm - debitados pelo motor elétrico - do Civic.
A tração será dianteira e, apesar de não existir uma transmissão tradicional (relação fixa, como num elétrico), haverá uma «caixa de velocidades» simulada por software, capaz de replicar diferentes relações para dar mais envolvimento ao condutor - à semelhança do que vimos no Hyundai IONIQ 5 N.
Consoante o modo de condução selecionado, a intensidade sonora altera-se, criando um ambiente mais imersivo. O seletor da «caixa» tradicional dá lugar a um conjunto de botões na consola central, mas continuam a existir hastes no volante para simular as mudanças, com a correspondente subida e descida das rotações do motor de combustão. Mesmo que, na maioria das situações, seja o motor elétrico o único a estar ligado às rodas.
Aliás, as justificações da Honda para muitas das opções tomadas no desenvolvimento do novo Prelude prendem-se com reforçar a experiência e o prazer de condução - algo que tem andado um pouco esquecido. O sistema chama-se Honda S+ Shift e já nos debruçámos sobre o seu funcionamento antes. Fique a conhecê-lo em mais detalhe:
Lembra-se do Honda CR-Z?
Por dentro, o desenho do habitáculo será também muito próximo do Civic, sobretudo na zona que envolve o painel de instrumentos. Partilha igualmente o ecrã tátil, mas as saídas de ventilação deixam de estar integradas numa faixa horizontal a toda a largura do tabliê. A consola central é exclusiva, integrando os comandos da transmissão e também a função “S+”.
A disposição dos bancos do Honda Prelude será do tipo 2+2, mas com traseiros que caem na categoria do “só em caso de emergência”. Lembra-se do Honda CR-Z? Pois… será algo desse género. Servem mais como extensão da bagageira do que propriamente para transportar pessoas.
Já os bancos dianteiros foram pensados com funções distintas: o do condutor oferece mais apoio lateral quando o ritmo sobe, enquanto o do passageiro privilegia o conforto, com um acolchoamento mais generoso.
Por fim, sendo um coupé de três portas, o acesso ao interior é sempre um ponto sensível. A Honda garante ter trabalhado no desenho das soleiras para evitar tropeções ou toques desnecessários - ninguém quer que o primeiro contacto com um desportivo fique marcado por um encontrão mal calculado.
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