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Fauve Hautot come na Trattoria La Rughetta em Montmartre, perto do Sacré-Cœur - e os preços são surpreendentemente normais

Casal sorri enquanto recebe pratos de massa e pizza numa esplanada acolhedora numa rua de paralelepípedos.

Perto da famosa basílica em Paris, uma estrela de TV senta-se descontraidamente num italiano - e os preços são surpreendentemente normais.

Quem conhece a bailarina Fauve Hautot apenas pelo programa francês „Danse avec les stars“ dificilmente imagina quão simples é a forma como ela costuma sair para comer. O seu restaurante de eleição fica em pleno Montmartre, uma das zonas mais turísticas de Paris. Ainda assim, quem lá entra não precisa de deixar uma fortuna para ter uma noite parecida com a da jurada.

O restaurante de eleição de Fauve Hautot no coração de Montmartre

Há anos que Fauve Hautot vive em Paris e acabou por transformar Montmartre numa espécie de “aldeia” particular. Entre esplanadas pequenas, calçada irregular e as escadarias que sobem até ao Sacré-Cœur, encontrou um diminuto espaço italiano que adoptou como refúgio: a trattoria „La Rughetta“, na Rue Lepic, no 18.º arrondissement.

O cenário é o mais emblemático possível: artistas de rua, retratos e telas junto à Place du Tertre, multidões durante o dia - e, ao cair da noite, uma calma quase rural nas ruas laterais. É precisamente aqui que a bailarina gosta de se resguardar quando precisa de distância do mediatismo, seja para um encontro a dois, seja para um jantar entre amigos.

„La Rughetta“ é, para ela, um escape ao rebuliço da televisão - com muita massa, pizza e um ambiente descomplicado.

O que se encontra na ementa

A carta soa a uma selecção dos maiores clássicos da comida italiana de conforto. Nada de fine dining nem de floreados: são pratos conhecidos, que saciam e que, em Paris, aparecem com preços surpreendentemente equilibrados.

Pratos típicos em resumo

  • Pratos de massa como gnocchi com gorgonzola
  • Lasanha clássica feita no forno
  • Vitello al limone (vitela em molho de limão)
  • Osso buco (estufado de perna de vitela)
  • Pizzas em várias versões
  • Sobremesas caseiras como tiramisu ou tarte de chocolate

Fauve Hautot diz que é um sítio onde se pode escolher “de olhos fechados”. Ou seja: não há modas nem truques, mas sim pratos sólidos e tradicionais, com poucas hipóteses de desiludir.

A trattoria é gerida por três jovens franceses - Guillaume, Vivien e Thibault - que apostam numa hospitalidade directa: recepção simpática, serviço rápido, carta curta e, em troca, tudo fresco e sem espectáculo.

Quanto custa, na prática, uma noite a dois

A parte realmente interessante aparece quando se olham os valores, porque Montmartre não é propriamente famoso por ser barato. Mesmo assim, a „La Rughetta“ mantém-se dentro do que se espera de uma saída normal - e, para Paris, até tende a ser moderada.

Valores de referência na ementa:

  • Pasta: cerca de 13 a 16 Euro por prato
  • Escalope à milanesa: cerca de 18 Euro
  • Osso buco: cerca de 22 Euro
  • Pizzas: na maioria entre 10 e 16 Euro
  • Sobremesas: cerca de 7 a 9,50 Euro
  • Vinho a copo: cerca de 6 a 7 Euro
  • Café: por volta de 2,50 Euro

Três cenários de preço típicos para duas pessoas

A partir destes preços unitários, é possível estimar orçamentos bastante concretos para um jantar a dois.

Variante O que se pede Custo total estimado para duas pessoas
Noite de pizza 2 pizzas, 2 copos de vinho, 1 sobremesa para partilhar ca. 50–55 Euro
Massa & sobremesa 2 pratos de massa ou gnocchi, 2 sobremesas, 2 cafés (sem álcool) ca. 55–65 Euro
Carne & vinho 2 pratos de carne, 1 garrafa de vinho, 2 sobremesas ca. 85–105 Euro

A maioria dos clientes fica por cerca de 25 a 35 Euro por pessoa sem álcool - com vinho e sobremesa, mais na faixa dos 35 a 50 Euro.

Tendo em conta o carácter turístico do bairro, isto é digno de nota. Muitos bistrôs parisienses em redor da colina de Montmartre praticam valores semelhantes - ou até mais elevados - e, ainda assim, frequentemente oferecem bem menos personalidade do que esta pequena trattoria.

Como os clientes podem baixar a conta

Quem quiser manter o controlo do orçamento encontra, na „La Rughetta“, alguns ajustes simples:

  • Partilhar a sobremesa: terminar a dois com um doce sai muito mais em conta do que pedir duas sobremesas.
  • Escolher massa em vez de carne: a massa é claramente mais barata do que os pratos de carne e enche na mesma.
  • Optar por vinho a copo: vários copos podem ficar mais baratos do que uma garrafa, sobretudo se ambos beberem pouco.
  • Dispensar o aperitivo: um spritz ou um cocktail antes do jantar pode fazer a conta subir rapidamente.

Assim, dá para ter uma noite “à TV” sem rebentar com o orçamento do mês. Casais e pequenos grupos de amigos recorrem muitas vezes a estes truques para comer em Montmartre a preços aceitáveis.

Porque é que famosos e turistas gostam da mesma mesa

O curioso na ligação entre Fauve Hautot e a „La Rughetta“ é a proximidade entre o quotidiano de uma celebridade e um programa perfeitamente comum de quem visita a cidade. Enquanto lá em cima, nas escadas do Sacré-Cœur, se tiram selfies, cá em baixo, na Rue Lepic, há casais que nem se apercebem de que, na mesa ao lado, pode estar uma figura conhecida da televisão.

Para muitas pessoas famosas, o que pesa na escolha de um restaurante habitual não é o glamour, mas sim a consistência: preferem um lugar onde já conhecem quem atende, sabem o que esperar da carta e conseguem comer sem se sentirem constantemente observadas. Uma trattoria pequena e acolhedora encaixa exactamente nesse perfil.

Além disso, a cozinha italiana em Paris funciona quase como território neutro. Não há rigidez de alta gastronomia nem dress code; há massa, molho, pão e vinho - um contexto em que até uma profissional de televisão, após um dia longo de gravações, se sente rapidamente à vontade.

O que os visitantes de Montmartre podem retirar daqui

Quem planeia uma viagem a Paris percebe depressa, ao espreitar os preços, que jantar em bairros disputados pode ficar caro. Montmartre não foge à regra. No entanto, um sítio como a „La Rughetta“ prova que, mesmo no meio deste cenário, ainda há moradas com valores relativamente pé no chão.

Algumas dicas práticas para viajantes:

  • Vale a pena reservar: os espaços pequenos em Montmartre enchem depressa, sobretudo aos fins-de-semana e em época de férias.
  • Chegar cedo: quem aparece por volta das 19h tem mais hipóteses de conseguir mesa do que depois das 20h.
  • Atenção aos extras: garrafas de água, aperitivos ou digestivos podem aumentar a conta rapidamente.
  • Gorjeta: em França o serviço costuma estar incluído, mas acrescentar 5 a 10 por cento é visto como um gesto simpático.

Muitos visitantes subestimam o impacto do prato escolhido no total final. Uma pizza de 12 Euro e um copo de vinho continuam a ser um prazer controlável. Se a opção for um estufado com acompanhamento e uma garrafa de vinho, o total para duas pessoas pode facilmente aproximar-se da casa das três dezenas - ou mesmo ultrapassar - no patamar mais alto.

O que distingue uma trattoria de uma típica armadilha para turistas

Tradicionalmente, “trattoria” descreve um espaço simples, muitas vezes familiar, com cozinha descomplicada e substancial. Em Paris, o termo é frequentemente usado para marcar distância de locais turísticos caros e sem identidade. No fundo, há alguns sinais decisivos:

  • Carta curta em vez de dezenas de pratos
  • Preferência por receitas da casa em vez de comida congelada
  • Clientes habituais do bairro, e não apenas turistas
  • Preços que continuam suportáveis para quem vive na cidade

A „La Rughetta“ encaixa exactamente neste retrato. Apesar de ficar a poucos minutos a pé da basílica, por dentro sente-se mais como um canto de aldeia. Quem tem alguma familiaridade com a cozinha italiana do dia a dia reconhece logo muitos clássicos e não precisa de decifrar um menu em francês para sair satisfeito.

Para fãs de Fauve Hautot, este restaurante oferece um vislumbre raro da sua rotina longe das câmaras: nada de passadeira vermelha, nada de sala VIP - apenas uma mesa, um prato de massa, um copo de vinho e, no fim, uma conta que continua a fazer sentido para a maioria de quem visita Paris.

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