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Jejum de água: como funciona e que riscos tem

Homem sentado no quarto em posição de meditação a segurar uma garrafa de água, luz natural pela janela.

O jejum de água é visto como uma versão extrema do jejum. Quem decide fazê-lo passa vários dias sem qualquer alimento sólido e bebe apenas água. À primeira vista parece simples, mas para o organismo é uma mudança profunda. Do ponto de vista médico pode trazer oportunidades, porém os riscos existem - e não é uma prática adequada para toda a gente.

Como decorre o jejum de água: três etapas exigentes

Em teoria, o jejum de água pode estender-se até duas semanas. Em muitos programas, dura cerca de sete dias e é frequentemente acompanhado por um médico ou por uma clínica de jejum. O processo costuma dividir-se em três partes: uma preparação, a fase de “dieta zero” e, por fim, o regresso gradual à alimentação.

Fase de preparação: abrandar em vez de travar a fundo

Entrar de um dia para o outro em zero calorias pode ser demasiado para o corpo. Por isso, especialistas aconselham dois a três dias de “arranque”:

  • reduzir as calorias para cerca de 1 000 por dia
  • optar por alimentos fáceis de digerir, como sopas, legumes cozinhados a vapor e papas de aveia com um pouco de fruta
  • evitar açúcar industrial, consumir poucos produtos processados e reduzir café e álcool

No início do período de jejum é comum fazer-se uma limpeza intestinal com sal de Glauber ou um clister. A intenção é aliviar o trato digestivo, mas este passo pode provocar diarreia, problemas de tensão e circulação, náuseas e desidratação. Quem já lida com tensão arterial baixa costuma notar este momento de forma particularmente intensa.

"Já a preparação mostra: o jejum de água não é um truque de bem-estar, mas uma intervenção no metabolismo que deve ser preparada e monitorizada."

Fase de jejum: três a cinco dias em modo de poupança de energia

Durante o jejum propriamente dito, bebe-se apenas água - normalmente cerca de 3 litros de água sem gás por dia, muitas vezes morna, para poupar a circulação. Nada de sumos, nada de caldo, nada de café. Para muita gente, o primeiro dia já é um desafio mental; a partir do segundo dia, o corpo começa a dar sinais claros.

Efeitos típicos nesta fase:

  • cansaço e falta de energia
  • dores de cabeça, sobretudo em quem consumia cafeína ou açúcar com frequência
  • sensação de frio e fraqueza circulatória

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