Muitas cozinhas acabam por parecer todas iguais: pratos brancos, formas neutras, tudo muito prático - e, visualmente, pouco estimulante. Agora, uma nova linha de louça da Gifi, com um ar mediterrânico e preços mini, promete transformar a mesa: mais varanda de praia e menos cantina.
Porque é que os pratos brancos, de repente, parecem aborrecidos
Quem já montou a primeira casa reconhece o cenário: comprar pratos standard baratos, muitas vezes vindos da conhecida loja sueca de mobiliário. Resistentes, brancos, redondos - assunto resolvido. Combinam com tudo, não chocam ninguém e custam muito pouco.
Com o passar do tempo, porém, é comum surgir uma sensação de repetição. A cozinha fica impessoal, a mesa parece fria e pouco acolhedora. E, no momento de comer, a componente visual pesa mais do que muita gente imagina.
"A forma e a cor de um prato influenciam o quão apetitoso um prato parece - ainda antes de a primeira garfada chegar à boca."
Aquilo que nos restaurantes já é regra - escolher pratos a dedo para valorizar o que se serve - começa, aos poucos, a entrar no quotidiano. Em vez do branco neutro, ganham terreno cores mais marcantes, superfícies com textura e peças em cerâmica.
A Gifi aposta na coleção “Bayadère” com um visual solar e bem-disposto
Com a coleção “Bayadère”, a cadeia Gifi coloca nas prateleiras uma série claramente inspirada em casas de férias do sul e em restaurantes de praia. A ideia de base é simples: os objectos do dia a dia devem criar ambiente, não apenas cumprir função.
A linha joga com riscas, tons intensos e relevos perceptíveis. Onde antes havia minimalismo frio, surge um conjunto mais caloroso e cheio de vida. E não se fica apenas pela mesa - há peças para vários espaços da casa:
- Têxteis para mesa e cozinha, como toalhas e individuais
- Garrafas e jarros para água, sumo ou sangria
- Pequenos acessórios, como suportes para ovos ou almofadas decorativas
- Peças de louça para o dia a dia e para receber - do prato grande ao prato de sobremesa
A paleta puxa pela sensação de Verão: azuis que lembram mar e piscina, e tons quentes como terracota ou areia. Para quem tem uma casa mais sóbria, bastam algumas peças para criar contraste, sem ter de substituir tudo.
O prato raso azul de grés, o protagonista discreto da série
Dentro da coleção, há um destaque evidente: um prato raso grande em grés azul. Com cerca de 26,7 cm de diâmetro, encaixa no tamanho típico de prato de refeição, mas transmite uma sensação de qualidade acima do que o preço faria prever.
O azul remete para portadas de vilas costeiras, para azulejos em esplanadas junto ao mar ou para a cor da água em dias luminosos. A superfície é lisa, mas longe de ser “clínica” - a textura da cerâmica nota-se e sente-se, de forma subtil.
"A combinação do azul intenso com o carácter natural do grés cria uma sensação de férias, mesmo quando só há uma massa rápida na mesa."
O desenho é assumidamente contido: sem padrões gritantes e sem motivos demasiado decorativos. Assim, os pratos resultam tanto numa mesa rústica de madeira como numa cozinha moderna e minimal. Também podem ser misturados com os pratos brancos que já existam - e, nesse caso, funcionam como pequenas ilhas de cor propositadas.
Prático para o dia a dia, apesar do “ar de férias”
No quotidiano, não chega ser bonito. O prato “Bayadère” é feito de grés - um material familiar tanto em cerâmica contemporânea como em oficinas tradicionais. Visualmente, tem um toque mais artesanal do que a porcelana simples, mas mantém características sólidas:
- pode ir à máquina de lavar loiça - não obriga a lavar à mão
- pode ir ao micro-ondas - ideal para aquecer rapidamente
- peso agradável - nem demasiado leve, nem pesado
- tende a ser mais resistente no uso diário do que porcelana muito fina
Por isso, faz sentido para todos os dias, e não apenas para ocasiões especiais. Em particular, há pratos que ficam especialmente bem sobre o fundo azul:
- Saladas de Verão com muitos verdes e vermelhos
- Massa com molho de tomate, cujo tom contrasta bastante com o azul
- Legumes grelhados, peixe ou halloumi
- Bowls com arroz, abacate e legumes frescos
Prato de sobremesa a combinar: um conjunto completo por pouco dinheiro
A acompanhar o prato grande, a Gifi tem um prato de sobremesa no mesmo estilo. Mede cerca de 20,5 cm de diâmetro, também em grés azul, com a mesma estética - apenas numa versão mais compacta.
É uma boa opção para bolo, fruta, queijo ou entradas pequenas. Para quem gosta de receber, ajuda a criar rapidamente uma mesa coerente. E o valor mantém-se surpreendentemente baixo:
| Produto | Diâmetro | Material | Preço |
|---|---|---|---|
| Prato raso | ca. 26,7 cm | Grés | 1,99 € |
| Prato de sobremesa | ca. 20,5 cm | Grés | 1,49 € |
Ou seja, para uma mesa de quatro pessoas, oito peças (quatro pratos grandes e quatro pequenos) ficam por um montante controlado - bastante abaixo do que muitas linhas de design cobram por uma única unidade.
Quanta cor aguenta a mesa de refeições?
A dúvida é comum, sobretudo quando o resto da casa segue um registo discreto. Uma mesa totalmente colorida pode rapidamente parecer confusa. É aqui que os pratos azuis da Gifi têm vantagem: casam bem com elementos neutros.
Alguns truques simples para manter um resultado actual - e não carregado:
- Escolher uma toalha branca ou em tons naturais, deixando a cor para os pratos
- Optar por talheres simples, sem padrões nem rebordos dourados
- Usar copos de água transparentes e sem decoração; no máximo, um cálice colorido como apontamento
- Preferir guardanapos em bege, cinzento ou efeito linho, em vez de adicionar mais cores fortes
Assim, o conjunto ganha um ar mediterrânico com uma elegância mais contida. Quem quiser arriscar mais pode juntar individuais às riscas da mesma coleção e reforçar o efeito “boa disposição”.
Porque é que o grés está tão em alta neste momento
Em muitas cozinhas alinhadas com tendências, o grés aparece por todo o lado. A razão é clara: quebra a perfeição polida dos últimos anos. Em vez de superfícies brilhantes e impecáveis, cresce o interesse por materiais com um toque ligeiramente artesanal.
O grés costuma ter paredes um pouco mais espessas e uma sensação mais quente ao toque. Fica mais familiar do que uma Fine Bone China muito fina, sem cair num rústico pesado. E, em fotografia - seja para redes sociais, seja para o álbum de família - acrescenta profundidade à imagem.
"Quem gosta de fotografar comida beneficia das superfícies mates e texturadas: refletem a luz de forma menos dura e fazem as cores parecer mais naturais."
Ao mesmo tempo, continua a ser fácil de manter. Não exige cuidados especiais nem uma cobertura frágil que risque ao primeiro uso. Para muita gente, é o equilíbrio certo entre estilo e pragmatismo.
Para quem é que estes novos pratos da Gifi compensam mais
Ter mais cor na mesa é apelativo, mas não faz o mesmo sentido para toda a gente. No caso desta coleção acessível, há três perfis que tendem a ganhar mais:
- Primeira casa e casa partilhada: quem até aqui viveu com louça toda misturada consegue, com um conjunto uniforme, criar momentos de jantar mais “adultos” num instante.
- Famílias com rotinas agitadas: as crianças costumam reagir bem a mesas com cor; a refeição parece mais lúdica e convidativa.
- Cozinheiros amadores e anfitriões: quem gosta de cozinhar sabe quanto o prato influencia a apresentação - aqui há upgrade sem apertar o orçamento.
O conceito também é interessante para quem anda há muito a namorar louça de designer, mas evita o investimento. A linha da Gifi permite experimentar o estilo. Se o visual mediterrânico fizer sentido, dá para mais tarde acrescentar peças mais caras, como travessas ou taças especiais.
Dicas práticas para combinar com a louça que já tem na cozinha
Se já tem o armário cheio de pratos brancos, não precisa de deitar nada fora. Os pratos azuis de grés funcionam muito bem como complemento. Uma estratégia simples é esta: os novos ficam no papel principal e os antigos passam para “bastidores”.
Ideias concretas:
- Usar pratos brancos como base e colocar o prato azul por cima para apresentação
- Reservar os pratos azuis para convidados e os brancos para o dia a dia - ou fazer o inverso
- Misturar os pratos de sobremesa alternando um azul e um branco
- Escolher os azuis apenas para certos pratos, como peixe ou saladas
Desta forma, o investimento mantém-se reduzido, mas o impacto nota-se. A mesa ganha interesse sem que o espaço no armário se torne um problema.
Quem tem cozinha aberta ainda sente um efeito extra: pilhas de grés azul numa prateleira ou num armário aberto ficam decorativas mesmo quando ninguém está a comer. Os pratos passam a ser, também, um elemento de decoração - e não apenas um objecto utilitário.
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