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Barry e a arte das ortóteses na Gilbert & Lisson

Homem a trabalhar num sapato de couro numa oficina com prateleiras de calçado em fundo.

Para o Barry, as ortóteses não se resumem a uma área técnica. Encaram-se como um ofício, apurado com tempo, treino e a experiência diária de acompanhar pessoas que precisam de ortóteses por medida e de calçado ortopédico feito para o seu caso. Integrado na equipa da Gilbert & Lisson há mais de doze anos, Barry não entrou na empresa já como especialista - começou pelo mais básico possível.

Comecei por varrer o chão”, conta. “Fazia pequenos trabalhos, lado a lado com os sapateiros, a aprender como os sapatos e as ortóteses são realmente feitos.

Esse contacto inicial com a oficina marcou-o. Ao trabalhar de perto com os sapateiros, Barry foi construindo uma compreensão sólida de como o calçado e as ortóteses têm de funcionar em conjunto para se obter o melhor resultado. Com o passar do tempo, aproximou-se cada vez mais do trabalho de ortóteses, atraído tanto pelo desafio técnico como pelo impacto que pode ter junto de mais pessoas.

Com as ortóteses, consegue-se ajudar mais gente”, explica. “As palmilhas podem fazer uma diferença real em muitas condições.

Onde a avaliação se transforma em ofício (ortóteses do Barry)

O que Barry mais aprecia é o acto de criar a partir do zero.

Vê-se um problema e começa-se com uma tela em branco”, diz. “Tira-se moldes, percebe-se o que está a acontecer e constrói-se algo funcional para aquela pessoa.

O processo inicia-se sempre com avaliação biomecânica e análise da marcha, para perceber de que forma o pé se movimenta. Só depois essas observações passam para ortóteses moldadas e acabadas à mão, com escolhas rigorosas de materiais, ajustes de perfil e um refinamento detalhado.

Antes de descer à oficina, cada ortótese “nasce” no piso de consultas. Barry recolhe informação essencial: onde a pessoa sente dor, que tipo de calçado utiliza e se já experimentou ortóteses - e com que resultados.

Onde é a sua dor é sempre a pergunta-chave”, sublinha.

Em seguida, um scan detalhado da marcha revela o movimento em dinâmica, a coordenação de músculos e ligamentos e os padrões de contacto do pé com o solo. Depois, o trabalho continua na oficina: são feitos moldes, produzem-se modelos em gesso e os materiais são conformados manualmente, até serem aparados, acabados e ajustados com precisão ao calçado do cliente. Ao longo de todas as etapas, Barry revê mentalmente a prescrição, volta a avaliá-la e vai afinando decisões à medida que a informação recolhida se organiza numa solução clara.

É totalmente por medida”, reforça. “Cada ortótese é feita para a pessoa e para o sapato onde vai entrar.

Sapatos e palmilhas têm de funcionar como um só

Barry mantém uma ligação constante aos sapateiros, porque, na prática, o resultado depende da soma das partes.

A palmilha faz cinquenta por cento do trabalho e o sapato faz os outros cinquenta”, afirma. “Têm de trabalhar em conjunto.

Há situações em que é a própria ortótese a determinar como o sapato deve ser construído. Num caso particularmente complexo, foi necessário desenhar o calçado à volta de uma ortótese ortopédica robusta, para se alcançar a rigidez e o suporte certos.

Somos honestos quando algo não vai funcionar”, diz Barry. “A função vem sempre primeiro. O design vem depois.

A diferença que evitou uma amputação

Ao longo dos anos, Barry atendeu pessoas de idades muito diferentes, desde crianças pequenas até clientes na casa dos 90 anos. Como os pés mudam continuamente, as ortóteses também têm de acompanhar essa evolução.

Um episódio permanece especialmente vivo. Um senhor idoso com diabetes, com úlceras graves causadas por pressão, apareceu acompanhado pelo filho - um cirurgião local, com base em Londres. As feridas não cicatrizavam, e o paciente já tinha perdido dedos. Era provável que viesse a ser necessária uma nova amputação.

Barry desenvolveu uma ortótese por medida para aliviar a pressão e favorecer a circulação.

Meses depois, o filho regressou com uma garrafa de vinho.

“Salvou o pé do meu pai,” disse. “Disseram que a amputação já não era necessária.”

Para Barry, é este tipo de momento que dá sentido ao ofício de que tanto se orgulha.

Isto não é só uma ortótese”, explica. “É alguém a manter o seu pé. A sua independência. É profundamente gratificante - para eles e para mim.

Mais do que um trabalho

Barry é discreto quanto ao seu contributo, mas faz questão de realçar o ambiente em que trabalha.

Aqui todos nos importamos com o que fazemos”, diz. “Gostamos de mudar a vida das pessoas.

Na Gilbert & Lisson, esse cuidado atravessa todas as fases - da consulta ao ajuste final. Muitas vezes, as alterações são feitas no momento, para garantir conforto antes de a pessoa sair.

Mesmo após mais de uma década, Barry continua ligado a este ofício com a mesma dedicação. Para ele, a essência do trabalho é directa: identificar o problema, moldar uma solução e ver alguém sair a caminhar com mais conforto do que quando entrou.

Entretanto, a Gilbert & Lisson leva esta abordagem colaborativa além-fronteiras, disponibilizando consultas que dão acesso a ortóteses por medida e a calçado ortopédico sem ser necessário viajar até Londres.

Consultas de ortótese médica agora no Algarve

Depois de uma primeira deslocação bem-sucedida em outubro de 2025, regressamos a Portugal para disponibilizar, aos residentes do Algarve, o nosso serviço completo de consulta de ortóteses e calçado.

  • Data: 9 a 12 de março de 2026
  • Local: Suite superior, Hotel Quinta Jacintina, 8135-025 Almancil, Portugal
  • Marque a consulta aqui.

A sua marcação/consulta inclui (a título gratuito):

  • Avaliação biomecânica completa e análise electrónica da marcha (será gravada em vídeo e comentada consigo)
  • Consulta personalizada de calçado e ortóteses
  • Revisão de preocupações médicas ou questões específicas do pé, como joanetes, arcos descaídos, dedos em martelo, ossos fundidos, úlceras diabéticas ou desequilíbrio
  • Opções de sapatos por medida, palmilhas ortopédicas e suporte a longo prazo

Tendo em conta a procura, estas visitas passarão a ser bimestrais, permitindo acompanhamento contínuo no Algarve, sem necessidade de deslocação a Londres.

Consultas privadas limitadas, mediante marcação - clique para reservar hoje!

Para mais informações, contacte a Gilbert & Lisson através do +44 20 7486 4664 ou de [email protected].

A nossa morada: 12 New Cavendish Street, Londres, W1G 8UN, Reino Unido

By Gilbert and Lisson

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